quinta-feira, 10 de março de 2016

Como evitar a quelóide


As lesões são, normalmente, rosadas, avermelhadas ou escuras

As queloides são lesões fibroelásticas, salientes, rosadas, avermelhadas ou escuras, que podem ocorrer na cicatrização de qualquer lesão da pele. Geralmente crescem, e apesar de inofensivas (benigno), não contagiosas e indolores, podem se tornar um problema estético importante.

Para que elas não apareçam após a cirurgia plástica, alguns cuidados devem ser tomados. O cirurgião deve, por exemplo, avaliar o risco do paciente de desenvolver a cicatriz por meio de um histórico clínico. Dessa forma, poderá tentar diminuir o risco, inclusive sugerindo medidas profiláticas.

Veja o que fazer para evitar o surgimento das queloides
— Assim como as bandanas, as fitas de silicone comprimem a região operada, reduzindo o fluxo sanguíneo e evitando a formação de queloide. As primeiras devem ser utilizadas por até três meses, e as segundas, que são ricas em óleo mineral, o que ajuda a manter a hidratação, devem ser aplicadas por, no mínimo, 12 horas 

— Quem corre o risco de desenvolver queloides pode também recorrer ao uso de cremes com corticoides, que inibem a produção de colágeno na cicatriz 

— Atualmente, existem várias opções de géis ou pomadas específicas para tratar ou evitar o surgimento dessas cicatrizes, ou reduzi-las quando ainda estiverem no início 

— A infiltração de corticoide intralesional pode ajudar a evitar o problema. Quando a lesão já se instalou, ou há grande risco que isso aconteça, indica-se a aplicação da beta terapia, uma espécie de radioterapia localizada, que diminui a formação da patologia

— Nos casos em que a cicatriz já apareceu, pode ser realizada uma nova intervenção cirúrgica após um ano e meio (tempo médio para haver a resolução das cicatrizes), que é feita somente nas partes hipertrofiadas

— Evitar a exposição solar, pois provoca inchaço nas cicatrizes, estimulando a produção de melanina na região, o que deixa a área escurecida. Portanto, cuide com o sol entre 10h e 16h.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Quem tem tendência para quelóides pode fazer Rinoplastia?

Nós que convivemos com esse drama das cicatrizes, já temos ideia fixa que cirurgia plástica não pode. Mas a pedido de alguns leitores resolvi criar um post sobre a Rinoplastia (plástica no nariz) para esclarecer algumas dúvidas.

Quelóides em qualquer parte do corpo já é constrangedor para quem tem , e quando se trata do nosso rosto, que é a área do nosso corpo que mais fica exposta o problema é ainda maior.
Certos narizes permitem que as cicatrizes fiquem escondidas dentro da cavidade nasal. Nestes casos, não haverá cicatriz aparente. Em outros casos, entretanto, existem cicatrizes externas pouco aparentes, como conseqüência de incisões (cortes) feitos na columela ou nas asas nasais feitas para se harmonizar melhor o resultado ou mesmo a fisiologia nasal.
Cada paciente comporta-se diferentemente do outro em relação à evolução das cicatrizes e no caso específico do nariz, geralmente tornam-se imperceptíveis, Certos pacientes podem, no entanto, apresentar tendência a cicatrização inestética (hipertrófica ou quelóide). Este fato deverá ser discutido na consulta inicial, bem como suas características familiares. Pessoas de pele clara tendem a desenvolver menos este tipo de cicatrização.

Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar tais cicatrizes inestéticas, na época adequada. A cicatriz hipertrófica ou quelóide, não devem ser confundidas, entretanto, com a evolução natural do período mediato da cicatrização. Qualquer dúvida a respeito da sua evolução cicatricial deverá ser esclarecida durante seus retornos pós-operatórios, quando pode se fazer a avaliação da fase em que se encontra.

Não há como prever como a cicatriz irá ficar após a operação, mas há dois tipos de rinoplastia e dependendo da indicação do cirurgião, um dos métodos pode ser feito sem nenhum tipo de corte e evitar a tão temida quelóide, são elas Rinoplastia aberta e fechada: 

Rinoplastia Aberta
A Rinoplastia aberta tem a vantagem de visualização direta das cartilagens. O mais importante é a capacidade de manipular e alterar a forma nasal com mais controle, precisão, e até mesmo de maneiras não possíveis com a rinoplastia fechada. Pacientes que necessitam de projeção ou diminuição do nariz, e principalmente aqueles com sequela de rinoplastia prévia, são muitas vezes melhor atendidos com uma rinoplastia aberta.
Alguns variantes nasais demandam o uso da rinoplastia aberta, principalmente aqueles com cartilagens da ponta mal orientadas, direcionadas para o canto interno do olho, ao invés do canto externo.
Rinoplastia Fechada
A Rinoplastia fechada tem a vantagem de diminuir o tempo operatório, causar menor inchaço, melhor cicatrização pós-operatória e evitar uma cicatriz ao longo da columela. A maioria dos pacientes da rinoplastia fechada experienciam menor inchaço no início.
É importante que o cirurgião avalie o tipo de rinoplastia que será usada levando em consideração anatomia do nariz e procedimento. Uma rinoplastia fechada oferece vantagens significativas com menos tempo de repouso e inchaço, enquanto a rinoplastia aberta pode ser necessária em casos de aumento, redução ou tratamento de complicações. O mais importante é que o cirurgião tenha domínio de ambas as técnicas para indicação correta em cada paciente, oferecendo o melhor tratamento para cada particularidade.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Novos estudos trazem esperança de tratamento para quelóides

A cicatrização normal gera uma marca quase imperceptível no local em que ocorreu a lesão ou a sutura cirúrgica. Essa é a regra. Entre a mais famosa das exceções, está o queloide, problema menos comum e mais complicado do que o imaginado. Muitas pessoas confundem uma cicatriz um pouco mais alta ou larga com um queloide, mas não conseguem perceber a amplitude do problema quando realmente diagnosticado. Ele tem o aspecto endurecido devido à hipercicatrização, que gera o acúmulo de fibras e colágeno esteticamente desfavorável e, muitas vezes, incômodo. Além disso, não há garantia de solução com os tratamentos disponíveis.

Radioterapia, injeções de corticoide, betaterapia (uso de raios beta), laser e cremes siliconados revezam-se entre as melhores opções. Porém, talvez venha das mãos de cientistas do Hospital Henry Ford, em Detroit, nos Estados Unidos, a melhor solução: eles propõem uma terapia genética para o tratamento definitivo do problema. Os pesquisadores identificaram que o gene AHNAK pode oferecer uma melhor compreensão sobre como os queloides se desenvolvem.

Não só isso, a equipe liderada por Lamont Jones, vice-presidente do Departamento de Cirurgia Pescoço, Cabeça e Otorrinolaringologia do hospital, é a primeira a demonstrar que a alteração nesse gene pode ter um papel significativo no desenvolvimento biológico ou não do queloide. “Temos agora uma melhor compreensão de como esse gene se encaixa no quadro mais amplo do processo de cicatrização de feridas, o que pode ser importante na prevenção de cicatrizes em geral”, garante Jones.

O queloide forma áreas de pele levantadas e firmes. É mais frequente no peito, nos ombros, nas orelhas (após furar a orelha), nos braços e no rosto. Ao contrário das cicatrizes regulares, não diminui ao longo do tempo e, muitas vezes, se estende para fora do local da ferida. Uma combinação de tratamentos pode ser utilizada, dependendo do indivíduo; mas entre 50% e 100% das vezes volta após o tratamento.

Adesão celular
Do AHNAK é transcrita uma proteína localizada na membrana celular de células epiteliais e no núcleo e no citoplasma de outros tipos de células, como os fibroblastos. Estudos anteriores levantaram a possibilidade de esse gene contribuir para a adesão entre as células, mas, para seu estudo, Jones o investigou como um potencial biomarcador de queloides. Ele e a equipe examinaram amostras de tecido fresco queloidal e normal para a expressão do gene. Três das cinco amostras de queloide apresentaram uma grande redução na expressão do gene quando comparadas às normais.

A expressão do AHNAK foi consistente com a metilação, um processo que permite aos investigadores procurar anormalidades genéticas dentro de amostras tumorais. “Identificar esse gene dessa forma coloca a nossa investigação um passo mais perto de sair do balcão de laboratório para as mesas de cabeceira dos pacientes”, aposta Jones.


Machucado selado
Contribuem efetivamente para o processo de cicatrização de ferimentos. São ativados por mediadores químicos de cicatrização, se deslocam até a região ferida da pele e ficam hipertrofiados (excessivamente desenvolvidos). Assim, produzem enorme quantidade de fibras e substância amorfa. Em pouco tempo, a lesão é envolta por uma rede de fibroblastos e pequenos vasos sanguíneos. Os fibroblastos grandes passam, então, a se contrair facilmente, o que sela a lesão.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

As duas fases da quelóide: Qual a melhor para ser tratada?

Quando uma quelóide se forma, logo pensamos em um jeito rápido de eliminá-la. Mas quem já convive com o problema há muito tempo e na época não sabia muito sobre o assunto ou não havia tantos avanços no tratamento sempre se depara com a pergunta: Por que eu não cuidei disso antes? Por que deixei chegar a esse ponto? Mas  não desanime, pois, na maioria dos casos tem solução.

Como já sabemos, a quelóide tem dois estágios:
Ativação: Onde a quelóide está recente, em processo de crescimento, avermelhada e com muita coceira. Processo que geralmente que pode durar de 2 a 7 anos dependendo da lesão.
Inativação: Onde o estágio de avermelhamento já passou e a quelóide já está bem escura e já não coça tanto e já está bem grandinha.
Todos que tem quelóides, com certeza tem muita vergonha de expor a parte do corpo no qual se localiza a cicatriz e tenta se esconder com roupas, maquiagens, acessórios. Mas vamos ao que interessa.
As vantagens de tratar uma quelóide que já está em inativação é que com toda a certeza o custo será menor, pois, pois você irá fazer menos aplicações pois ela já passou por todo o processo chato  de crescer e nos incomodar com tanta coceira, porém a cicatriz é bem larga e mesmo após os tratamentos e ela voltar ao nível da pele ela ficará um pouco escura e continuará larga.

Já ao tratar uma quelóide que está em processo de ativação, o custo será maior pois o primeiro passo para regredir a quelóide é justamente fazer ela entrar em processo de inativação para depois tratar. Por exemplo: Em uma cicatriz antiga, na maioria das vezes dependendo do tamanho da lesão se você for tratar com aplicações de corticóides você precisará de pelo menos umas 6 sessões para deixá-la ao nível da pele. Já em uma cicatriz ainda em ativação você precisará de pelo menos umas 10. Isso são estatísticas e é claro que você pode resolver o seu problema antes dependendo da lesão.

Mas a vantagem é que a lesão não estará tão larga e nem tão escura e quanto antes iniciar o tratamento melhores serão os resultados e a cicatriz poderá ficar praticamente do aspecto de uma cicatriz de uma pessoa normal.


Mas como todos sabem, há fatores genéticos que irão influenciar no tratamento. Como todos sabemos, os negros principalmente tem uma predisposição maior para desenvolver quelóides e em muitos casos não obtém tanto sucesso como uma pessoa de pele mais clara. Infelizmente sabe-se muito pouco sobre o assunto, porém a medicina avança a cada dia e quem sabe, enfim não achamos uma cura definitiva ou um tratamento 100% eficaz e acessível a todos.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Acelerador linear em campos diretos - Mais uma ferramenta no auxílio no tratamento de quelóides

Os queloides foram descritos pela primeira vez em 1806 como um "crescimento em forma semelhante a projeção de galhos, que se pareciam com as pinças de um caranguejo". Daí surgiu o termo keloid, do grego khele, uma pinça do caranguejo. Conceitua-se queloide como uma cicatriz anormal, elevada, de forma irregular, que se estende além da incisão ou lesão da pele devido ao acumulo excessivo de colágeno na derme durante o processo de reparação do tecido conjuntivo. 

Podendo ser causado por várias ações, como cirurgias, lacerações, tatuagens, queimaduras, injeções, mordidas, vacinas, uso de piercing, dermatoses, trauma induzido ou até causa espontânea, os queloides são de difícil remoção – e, quando tratados com apenas uma cirurgia de remoção, por exemplo, existe uma grande chance de eles voltarem. 

Uma das novas soluções que surgem para auxiliar no tratamento dos queloides é a utilização do acelerador linear em campos diretos com finalidade adjuvante, que deve ser utilizado após a cirurgia de retirada de queloide, trazendo um resultado mais efetivo para o paciente. 

Os elétrons de alta energia tem sido usados em radioterapia desde o início da década de 50 do século XX. Na década de 70, aceleradores lineares de alta energia, tendo fótons de várias energias de elétrons, se tornaram cada vez mais disponíveis para o uso clínico. O avanço no desenvolvimento dessas máquinas foi imediato, em grande parte pela experiência clínica em muitos centros, e mostrou que, em algumas situações, não há tratamento alternativo para a terapia com feixe de elétrons. 

O ideal é começar o tratamento com o acelerador linear logo após a cirurgia de retirada do queloide. Esse é um problema de difícil tratamento e cura, porém, os resultados envolvendo a cirurgia e o acelerador foram considerados extremamente satisfatórios, tanto para os médicos que estudam cada vez mais formas de tratar esse mal, como os pacientes, que pretendem ‘se livrar’ dos queloides.

Na maioria dos casos, os pacientes com queloides relatam uma piora na qualidade de vida, que desencadeia isolamento social, dificuldade para frequentar locais públicos, para estudar ou trabalhar, assim como a suspeita de se tratar de tumores malignos ou lesões contagiosas – tanto por eles quanto pelas pessoas próximas. 

Sabe-se que esse é um problema conhecido há muitos séculos, mas que ainda não existe uma solução definitiva para a sua solução, apesar da existência de diversas modalidades terapêuticas e diversos estudos na área. Porém, o acelerador linear promove um bom resultado final e é feito em sessões pouco demoradas. Mas vale lembrar que é um tratamento que não funciona isoladamente – ele precisa ser feito junto com a retirada cirúrgica do queloide.

Mulheres tem 2 vezes mais chances de desenvolver quelóides

Depois de cirurgias ou cortes profundos, o processo de cicatrização pode ser afetado pelo aparecimento do queloide. A cesárea e a abdominoplastia são os procedimentos que mais formam esse tipo de cicatriz, pois são executadas por mulheres, grupo mais afetado pelo problema.

Embora não represente riscos à saúde,
as cicatrizes hipertróficas são esteticamente incômodas e, em casos graves, podem causar limitação da mobilidade nas áreas afetadas. A dermatologista Valéria Campos, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e pós-graduada em Dermatologia e Laser pela Harvard Medical School, reconhece um queloide quando vê um inchaço endurecido, róseo, com coceira e às vezes doloroso.

Ele é caracterizado pela hiperprodução de colágeno e a hiperproliferação de fibroblastos na derme, gerando crescimento excessivo dos tecidos de cicatrização. Em condições normais, o fibroblasto secreta uma enzima que destrói o colágeno, chamada colagenase. Ela é responsável por manter o balanço entre composição e degradação do tecido, regulando o tamanho da cicatriz. “O período crítico do processo de cicatrização geralmente ocorre na 3ª ou 4ª semana após a lesão. Nesse momento, a produção do colágeno pode se tornar maior que a degradação, gerando assim o queloide ou cicatriz hipertrófica”, explica a especialista.

O aparecimento do queloide não ocorre somente após cirurgias. Lesões sem causa aparente podem ser provocadas por doenças, como catapora e acne, ou queimaduras, injeções, picadas de insetos, tatuagens, piercings e furos na orelha. “Não existem locais específicos onde ele surge, mas são mais comuns nos braços, ombros, orelhas e rosto”, informa a médica.

Para quem já sabe ter antecedentes, é possível realizar alguns tratamentos preventivos logo após uma cirurgia ou lesão, como a utilização de faixas de compressão, lâminas de silicone e radioterapia no local. Em caso de queloides já existentes, é possível minimizá-los com corticoides (hormônios) injetáveis, terapia a laser ou remédios, como o interferon-alfa, 5-fluoruracil, bleomicina e Imiquimod, prescritos por especialista.

domingo, 21 de junho de 2015

Evolução da minha cicatriz

Como prometido, eu disse que postaria a evolução da minha quelóide ao longo dos meses depois da minha cirurgia plástica (ô arrependimento). Então, nos primeiros meses eu estava fazendo betaterapia e associando com a aplicação de Triancil, e até estava fazendo efeito, mas, depois dos 4  meses do pós cirúrgico ela começou a crescer de forma exagerada e hoje aos 8 meses depois ela já está quase do mesmo tamanho que antes, já que o corte é maior ela está um pouco maior.
 Mesmo assim continuo fazendo aplicação de triancil para evitar que ela chegue à uma forma muito exagerada.
1 mês de pós cirúrgico

4 meses de pós cirúrgico

7 meses de pós cirúrgico
Antes da cirurgia

É claro que esteticamente ela está bem mais"bonitinha" porque a antiga cicatriz tinhas esses gominhos que me incomodava bastante e também está um pouco mais clarinha, mas estou com esperança que vou conseguir estabilizá-la em um tamanho decente.