Olá pessoal! Sei que andei sumida ultimamente do blog, mas a verdade é que no momento não estou a par de nenhuma novidade sobre as quelóides, porém estou correndo atrás de novas informações para compartilhar com vocês! Infelizmente pouco se sabe sobre o quelóide e muito menos ainda de uma forma eficaz de tratá-lo. O que nos resta é esperar uma cura definitiva para isso!
Muitas pessoas até conseguem algum resultado significativo com alguns dos tratamentos disponíveis no mercado, outros não, mas o importante é que a gente tenta. Lembre-se: Você não é o único que passa por isso! Estou com um grupo no Whatsapp somente com pessoas que convivem com isso, se você se interessar e quiser trocar experiências conosco, entre em contato comigo pelo E-mail: carolpaixao15@hotmail.com . E como prometido está aí a foto da minha cesariana após 2 anos de retirada do quelóide :
E para que não se lembra ela era assim antes da cirurgia: ( Post completo aqui )
Como vocês podem ver não mudou muita coisa, apenas a coloração , às bordas finais e estes "gominhos" que tinham na antiga quelóide estão diferentes.. Infelizmente tive que parar com as aplicações , pois minha pele ao redor estava atrofiando. É o que tenho pra hoje queridos! Até a próxima e qualquer novidade eu conto à vocês.
terça-feira, 26 de julho de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Nova pomada que promete amenizar cicatrizes e quelóides
A MIP Brasil Farma, empresa que tem como missão ajudar as pessoas a descomplicar a vida com escolhas inteligentes sobre o seu corpo e sua saúde, acaba de lançar Spotner Scars Gel Hidratante. Com o uso diário, o produto melhora a pele com cicatrizes, devolvendo a elasticidade e recuperando o aspecto natural da pele. Sua fórmula contém vitamina E, silicone e exclusivas microesferas massageadoras. A aplicação por meio de um tubo massageador é prática não é necessário colocar o produto em contato com as mãos para aplicá-lo.
Benefícios – Spotner Scars Gel contém silicone, que ajuda a diminuir a perda de água, melhorando a hidratação da pele; possui vitamina E, que protege contra os radicais livres que quebram as fibras de colágeno, e ainda exclusivas microesferas massageadoras, que potencializam o resultado. A pressão mecânica aumenta a circulação sanguínea, ajudando na remoção de tecido de cicatrização endurecido. O formato em tubo massageador de Spotner Scars facilita a aplicação, já que o consumidor tem precisão na hora de aplicar o produto, não precisa colocar as mãos em contato com o gel e seu tamanho permite que seja facilmente carregado para qualquer lugar.
Prático e fácil de usar – Para melhores resultados, a recomendação é o uso diário do produto, duas vezes ao dia. Basta abrir a tampa, apertar o tubo até que o gel apareça ao redor das microesferas massageadoras. Posicioná-lo na área desejada e, com um movimento circular, fazer uma massagem com o gel sobre a pele. Depois, basta aguardar a secagem completa do gel.
A marca Spotner é uma referência no tratamento e remoção das marcas da pele. Já no mercado, os consumidores podem encontrar a Caneta Clareadora Spotner, que clareia e suaviza áreas escurecidas na pele, principalmente no rosto, colo, mãos e braços. Agora, entra no guarda-chuva o segundo produto da marca, Spotner Scars, que revolucionará o tratamento de cicatrizes.
O lançamento de Spotner Scars acontece após uma série de bem-sucedidos lançamentos de produtos da MIP Brasil Farma, como a linha Footner de cuidados com os pés (meia esfoliante, creme reparador, espuma hidratante e caneta contra Calosidades); e Livina Fibras, gomas de gelatina com fibras, nos sabores tangerina ou ameixa, que suplementam a ingestão diária de fibras.
Segundo o fabricante a pomada "Spotner Scars apresenta eficácia em cicatrizes do tipo hipertróficas (cicatrizes avermelhadas, que possuem elevação da pele e não crescem com o passar do tempo) e também em cicatrizes queloides (cicatrizes avermelhadas, que possuem elevação da pele e crescem com o passar do tempo). E o gel de silicone forma uma película flexível que amenizará a aparência tanto da ferida recém-epitelizada, quanto da cicatriz mais madura."

Eu já pedi a minha para testar e postarei em breve o resultado!
Os produtos da MIP Brasil Farma são encontrados em farmácias e perfumarias em todo o Brasil.
Preço Sugerido Spotner Scars: R$49,90
Associação de técnicas tem se mostrado eficaz no tratamento contra o quelóide
Queloides constituem uma proliferação anormal de
fibroblastos após injúria da pele que ultrapassam bordas da ferida, causando
aparência inestética e grande prejuízo à qualidade de vida destes pacientes.
Atualmente não há uma terapêutica combinada eficaz para redução das massas
queloidianas, inibindo sua recidiva. Neste trabalho apresentamos uma série de
casos tratados com uma associação de técnicas (excisão cirúrgica pela técnica
de shaving, injeção intralesional de corticosteroide e/ou bleomicina, aplicação
de placa de gel de silicone, luz intensa pulsada, laser de CO2 fracionado,
laser Nd:YAG, laser Erbium:Glass e LED vermelho e infravermelho), atuando na
fisiopatologia do queloide, que demonstraram resultados satisfatórios e
duradouros.
Introdução
A
incidência é maior em indivíduos com fototipos de Fitzpatrick elevados e as
regiões corporais mais afetadas são face, lóbulo auricular, região esternal,
ombros e áreas mais ricas em melanócitos. O diagnóstico é essencialmente
clínico e o paciente pode referir dor, prurido, hipersensibilidade, limitação
de movimento, desconforto social e psíquico devido aparência inestética,
causando grande prejuízo à qualidade de vida1-5.
Nenhuma terapêutica isolada demonstrou ser totalmente eficaz
para tratamento do queloide. No presente estudo apresentamos pacientes com
queloides, decorrentes de acne, tratados com sucesso em uma sequência
organizada de combinação de variadas técnicas.
Figura 1 - Paciente A antes do tratamento.
Figura 2 - Paciente A - shaving nas lesões à direita e
excisão intralesional com sutura em lesões à esquerda.
Figura 3 - Paciente A após tratamento.
Figura 4 - Paciente B antes tratamento.
Figura 5 - Paciente B após tratamento.
Métodos
Foram tratados, entre 2008 e 2013, três pacientes com idades
entre 22 e 39 anos, fototipos II a IV, que apresentavam em comum cicatrizes do
tipo queloide em face, tórax anterior e ombros decorrentes de acne.
Paciente A: masculino, 39 anos, fototipo IV, com queloides
extensos decorrente de acne em região esternal, foi submetido a quatro shavings
com lâmina de barbear do relevo da lesão, com intervalo mínimo entre elas de
quatro meses. Todas as sessões foram acompanhadas de infiltração intralesional
de triancinolona ou bleomicina. Além disso, foi submetido a uma sessão de laser
Erbium:Glass, uma sessão de Luz Intensa Pulsada (LIP) e 19 sessões de LED
(Ligth Emitting Diode) vermelho e infravermelho. A duração do tratamento foi 42
meses (Figuras 1, 2 e 3). Paciente fez uso complementar de placas de silicone.
Paciente B: feminino, 29 anos, fototipo II, com cicatriz de
acne queloidiana em face, foi submetida a três shavings, 11 infiltrações
intralesionais de triancinolona ou bleomicina, uma sessão de laser Erbium:Glass
e duas sessões de LIP, num período de 36 meses (Figuras 4 e 5).
Paciente C: masculino, 22 anos, fototipo III, com cicatrizes
decorrentes de acne do tipo queloide em tórax anterior, posterior e ombros, foi
submetido a duas excisões cirúrgicas, 19 infiltrações intralesionais de
triancinolona ou bleomicina, uma sessão de LIP, 18 sessões de LED vermelho e
infravermelho, 5 sessões de laser de CO2 fracionado e 6 sessões de Neodym:YAG
laser (Nd:YAG). O tratamento completo teve duração de 31 meses (Figuras 6, 7 e
8).
Todos pacientes foram tratados de maneira organizada,
conforme a fisiopatologia dos queloides, promovendo inicialmente diminuição da
massa, mecanismos de inibição e prevenção de seu crescimento e finalmente tratamento
da coloração.
Primariamente realizamos remoção das massas queloidianas
através da técnica de shaving com lâmina de barbear, a fim de evitar a injúria
da pele normal com consequente estímulo da formação de um novo queloide. Esta
técnica foi comparada com a remoção cirúrgica da porção interna do queloide do
paciente A e demonstrou ser superior (Figura 4).
Imediatamente após o shaving realizamos infiltração de
triancinolona (20 mg/ml diluída em partes iguais com xilocaína com
vasoconstritor) ou bleomicina (diluída em 8 ml de solução com 7 ml de xilocaína
sem vasoconstritor) para promover atrofia e inibição de crescimento. A
distância entre os pontos das infiltrações foi de 1 a 2 mm até o branqueamento
total da lesão.
Após a infiltração realizamos LED infravermelho (20 minutos)
e vermelho (20 minutos). Em seguida foi solicitado o uso da placa de gel de
silicone a todos pacientes de maneira obrigatória.
A fim de inibir a inflamação, todos pacientes foram
submetidos semanalmente a sessões de LED infravermelho e vermelho e mensalmente
a infiltração intralesional.
Figura 6 - Paciente C antes do tratamento.
Figura 7 - Paciente C durante tratamento.
Figura 8 - Paciente C após tratamento.
No final, com intuito de diminuir a coloração dos queloides
e melhorar o aspecto da cicatriz, alternamos LIP (filtro de 540 nm, 20 ms,
16-20 J) ou laser Nd:YAG (1064 nm, 30 ms, 90-100 J) e laser de CO2 fracionado,
sempre seguidos de infiltração intralesional, já que todos métodos térmicos
estimulam a produção de colágeno e por isso deve ser inibidos.
Para controle realizamos infiltração intralesional a cada
dois meses por um ano e, posteriormente, a cada três meses.
Discussão
Excisão com lâminas flexíveis ou shaving com lâmina de
barbear é uma técnica que vem sendo utilizada com sucesso no tratamento de
lesões superficiais. Uma lâmina de barbear flexível é mantida entre dois dedos
e usada para realizar a exérese tangencial intralesional. A profundidade da
excisão é controlada pelo cirurgião, de acordo com a curvatura imposta à
lâmina. Anestesia tumescente é indispensável nessa técnica, pois o turgor
cutâneo e o edema resultante facilitam o deslizamento da lâmina através dos
tecidos e a possibilidade de excisar finas camadas de pele6-8. Não há na
literatura estudos grandes que utilizassem essa técnica para o manejo do
queloide. A maioria dos estudos com utilização de terapêutica cirúrgica para o
queloide utiliza a técnica de excisão intralesional e sutura. As taxas de
recorrência de queloides após excisão variam entre 45% e 100%. Por esse motivo,
a intervenção cirúrgica é frequentemente seguida por terapia adjuvante, tais
como injeção de corticosteroides, bleomicina, entre outros3,8,9.
A infiltração intralesional com corticosteroide é
terapêutica bem conhecida e utilizada para o tratamento do queloide desde
meados 1960. Ocorre a interrupção do processo inflamatório, vasoconstrição e
atividade antimitótica nos fibroblastos e queratinócitos1. As taxas de resposta
são altamente variáveis, com valores que variam de 50% a 100%, e uma taxa de
recorrência de 9% a 50%. As injeções de triancinolona podem proporcionar alívio
sintomático do prurido e os efeitos colaterais incluem atrofia cutânea,
telangiectasia e dor no local da injeção2,10-12. Estudos apontam que a injeção
de triancinolona por si só é eficaz em reduzir o volume das lesões na maioria
dos pacientes (nível de evidência A)10,11,13. Syed e Bayat utilizaram uma
combinação de três esteroides conhecidos: dexametasona, triancinolona e
metilprednisolona e sugeriram que a eficácia pode ser superior à utilização de
um único esteroide. Com estas evidências disponíveis, esteroides intralesionais
devem ser considerados como a primeira linha de tratamento para queloides12-14.
A bleomicina é um polipeptídeo citotóxico com propriedades
antitumorais, antibacterianas e antivirais, isolado a partir do fungo
Streptomyces verticillus. O efeito ativo da bleomicina usado no tratamento de
queloides é a inibição da síntese de colágeno pelos fibroblastos através de
diminuição da estimulação por fatores de crescimento.
Conclusão
A utilização de tratamentos isolados para o queloide é
cientificamente comprovada, porém poucos trabalhos descrevem associações com
efetividade e longo período sem recidivas. Neste estudo realizamos uma
combinação de terapias que, quando associadas, ainda não havia evidência
científica consistente, com resultados satisfatórios e longo período de
acompanhamento. A associação de variadas técnicas atuando na fisiopatologia do
queloide demonstra ser uma ótima opção para melhora e manejo do queloide.
quinta-feira, 10 de março de 2016
Como evitar a quelóide

As queloides são lesões fibroelásticas, salientes, rosadas, avermelhadas ou escuras, que podem ocorrer na cicatrização de qualquer lesão da pele. Geralmente crescem, e apesar de inofensivas (benigno), não contagiosas e indolores, podem se tornar um problema estético importante.
Para que elas não apareçam após a cirurgia plástica, alguns cuidados devem ser tomados. O cirurgião deve, por exemplo, avaliar o risco do paciente de desenvolver a cicatriz por meio de um histórico clínico. Dessa forma, poderá tentar diminuir o risco, inclusive sugerindo medidas profiláticas.
Veja o que fazer para evitar o surgimento das queloides
— Assim como as bandanas, as fitas de silicone comprimem a região operada, reduzindo o fluxo sanguíneo e evitando a formação de queloide. As primeiras devem ser utilizadas por até três meses, e as segundas, que são ricas em óleo mineral, o que ajuda a manter a hidratação, devem ser aplicadas por, no mínimo, 12 horas
— Quem corre o risco de desenvolver queloides pode também recorrer ao uso de cremes com corticoides, que inibem a produção de colágeno na cicatriz
— Atualmente, existem várias opções de géis ou pomadas específicas para tratar ou evitar o surgimento dessas cicatrizes, ou reduzi-las quando ainda estiverem no início
— A infiltração de corticoide intralesional pode ajudar a evitar o problema. Quando a lesão já se instalou, ou há grande risco que isso aconteça, indica-se a aplicação da beta terapia, uma espécie de radioterapia localizada, que diminui a formação da patologia
— Nos casos em que a cicatriz já apareceu, pode ser realizada uma nova intervenção cirúrgica após um ano e meio (tempo médio para haver a resolução das cicatrizes), que é feita somente nas partes hipertrofiadas
— Evitar a exposição solar, pois provoca inchaço nas cicatrizes, estimulando a produção de melanina na região, o que deixa a área escurecida. Portanto, cuide com o sol entre 10h e 16h.
Para que elas não apareçam após a cirurgia plástica, alguns cuidados devem ser tomados. O cirurgião deve, por exemplo, avaliar o risco do paciente de desenvolver a cicatriz por meio de um histórico clínico. Dessa forma, poderá tentar diminuir o risco, inclusive sugerindo medidas profiláticas.
Veja o que fazer para evitar o surgimento das queloides
— Assim como as bandanas, as fitas de silicone comprimem a região operada, reduzindo o fluxo sanguíneo e evitando a formação de queloide. As primeiras devem ser utilizadas por até três meses, e as segundas, que são ricas em óleo mineral, o que ajuda a manter a hidratação, devem ser aplicadas por, no mínimo, 12 horas
— Quem corre o risco de desenvolver queloides pode também recorrer ao uso de cremes com corticoides, que inibem a produção de colágeno na cicatriz
— Atualmente, existem várias opções de géis ou pomadas específicas para tratar ou evitar o surgimento dessas cicatrizes, ou reduzi-las quando ainda estiverem no início
— A infiltração de corticoide intralesional pode ajudar a evitar o problema. Quando a lesão já se instalou, ou há grande risco que isso aconteça, indica-se a aplicação da beta terapia, uma espécie de radioterapia localizada, que diminui a formação da patologia
— Nos casos em que a cicatriz já apareceu, pode ser realizada uma nova intervenção cirúrgica após um ano e meio (tempo médio para haver a resolução das cicatrizes), que é feita somente nas partes hipertrofiadas
— Evitar a exposição solar, pois provoca inchaço nas cicatrizes, estimulando a produção de melanina na região, o que deixa a área escurecida. Portanto, cuide com o sol entre 10h e 16h.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Quem tem tendência para quelóides pode fazer Rinoplastia?
Nós que convivemos com esse drama das cicatrizes, já temos ideia fixa que cirurgia plástica não pode. Mas a pedido de alguns leitores resolvi criar um post sobre a Rinoplastia (plástica no nariz) para esclarecer algumas dúvidas.
Quelóides em qualquer parte do corpo já é constrangedor para quem tem , e quando se trata do nosso rosto, que é a área do nosso corpo que mais fica exposta o problema é ainda maior.
Certos narizes permitem que as cicatrizes fiquem escondidas dentro da cavidade nasal. Nestes casos, não haverá cicatriz aparente. Em outros casos, entretanto, existem cicatrizes externas pouco aparentes, como conseqüência de incisões (cortes) feitos na columela ou nas asas nasais feitas para se harmonizar melhor o resultado ou mesmo a fisiologia nasal.
Cada paciente comporta-se diferentemente do outro em relação à evolução das cicatrizes e no caso específico do nariz, geralmente tornam-se imperceptíveis, Certos pacientes podem, no entanto, apresentar tendência a cicatrização inestética (hipertrófica ou quelóide). Este fato deverá ser discutido na consulta inicial, bem como suas características familiares. Pessoas de pele clara tendem a desenvolver menos este tipo de cicatrização.
Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar tais cicatrizes inestéticas, na época adequada. A cicatriz hipertrófica ou quelóide, não devem ser confundidas, entretanto, com a evolução natural do período mediato da cicatrização. Qualquer dúvida a respeito da sua evolução cicatricial deverá ser esclarecida durante seus retornos pós-operatórios, quando pode se fazer a avaliação da fase em que se encontra.
Não há como prever como a cicatriz irá ficar após a operação, mas há dois tipos de rinoplastia e dependendo da indicação do cirurgião, um dos métodos pode ser feito sem nenhum tipo de corte e evitar a tão temida quelóide, são elas Rinoplastia aberta e fechada:
Rinoplastia Aberta
A Rinoplastia aberta tem a vantagem de visualização direta das cartilagens. O mais importante é a capacidade de manipular e alterar a forma nasal com mais controle, precisão, e até mesmo de maneiras não possíveis com a rinoplastia fechada. Pacientes que necessitam de projeção ou diminuição do nariz, e principalmente aqueles com sequela de rinoplastia prévia, são muitas vezes melhor atendidos com uma rinoplastia aberta.
A Rinoplastia aberta tem a vantagem de visualização direta das cartilagens. O mais importante é a capacidade de manipular e alterar a forma nasal com mais controle, precisão, e até mesmo de maneiras não possíveis com a rinoplastia fechada. Pacientes que necessitam de projeção ou diminuição do nariz, e principalmente aqueles com sequela de rinoplastia prévia, são muitas vezes melhor atendidos com uma rinoplastia aberta.
Alguns variantes nasais demandam o uso da rinoplastia aberta, principalmente aqueles com cartilagens da ponta mal orientadas, direcionadas para o canto interno do olho, ao invés do canto externo.
Rinoplastia Fechada
A Rinoplastia fechada tem a vantagem de diminuir o tempo operatório, causar menor inchaço, melhor cicatrização pós-operatória e evitar uma cicatriz ao longo da columela. A maioria dos pacientes da rinoplastia fechada experienciam menor inchaço no início.
A Rinoplastia fechada tem a vantagem de diminuir o tempo operatório, causar menor inchaço, melhor cicatrização pós-operatória e evitar uma cicatriz ao longo da columela. A maioria dos pacientes da rinoplastia fechada experienciam menor inchaço no início.
É importante que o cirurgião avalie o tipo de rinoplastia que será usada levando em consideração anatomia do nariz e procedimento. Uma rinoplastia fechada oferece vantagens significativas com menos tempo de repouso e inchaço, enquanto a rinoplastia aberta pode ser necessária em casos de aumento, redução ou tratamento de complicações. O mais importante é que o cirurgião tenha domínio de ambas as técnicas para indicação correta em cada paciente, oferecendo o melhor tratamento para cada particularidade.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Novos estudos trazem esperança de tratamento para quelóides
A cicatrização normal gera uma marca quase imperceptível no local em que ocorreu a lesão ou a sutura cirúrgica. Essa é a regra. Entre a mais famosa das exceções, está o queloide, problema menos comum e mais complicado do que o imaginado. Muitas pessoas confundem uma cicatriz um pouco mais alta ou larga com um queloide, mas não conseguem perceber a amplitude do problema quando realmente diagnosticado. Ele tem o aspecto endurecido devido à hipercicatrização, que gera o acúmulo de fibras e colágeno esteticamente desfavorável e, muitas vezes, incômodo. Além disso, não há garantia de solução com os tratamentos disponíveis.
Radioterapia, injeções de corticoide, betaterapia (uso de raios beta), laser e cremes siliconados revezam-se entre as melhores opções. Porém, talvez venha das mãos de cientistas do Hospital Henry Ford, em Detroit, nos Estados Unidos, a melhor solução: eles propõem uma terapia genética para o tratamento definitivo do problema. Os pesquisadores identificaram que o gene AHNAK pode oferecer uma melhor compreensão sobre como os queloides se desenvolvem.
Não só isso, a equipe liderada por Lamont Jones, vice-presidente do Departamento de Cirurgia Pescoço, Cabeça e Otorrinolaringologia do hospital, é a primeira a demonstrar que a alteração nesse gene pode ter um papel significativo no desenvolvimento biológico ou não do queloide. “Temos agora uma melhor compreensão de como esse gene se encaixa no quadro mais amplo do processo de cicatrização de feridas, o que pode ser importante na prevenção de cicatrizes em geral”, garante Jones.
O queloide forma áreas de pele levantadas e firmes. É mais frequente no peito, nos ombros, nas orelhas (após furar a orelha), nos braços e no rosto. Ao contrário das cicatrizes regulares, não diminui ao longo do tempo e, muitas vezes, se estende para fora do local da ferida. Uma combinação de tratamentos pode ser utilizada, dependendo do indivíduo; mas entre 50% e 100% das vezes volta após o tratamento.
Adesão celular
Do AHNAK é transcrita uma proteína localizada na membrana celular de células epiteliais e no núcleo e no citoplasma de outros tipos de células, como os fibroblastos. Estudos anteriores levantaram a possibilidade de esse gene contribuir para a adesão entre as células, mas, para seu estudo, Jones o investigou como um potencial biomarcador de queloides. Ele e a equipe examinaram amostras de tecido fresco queloidal e normal para a expressão do gene. Três das cinco amostras de queloide apresentaram uma grande redução na expressão do gene quando comparadas às normais.
A expressão do AHNAK foi consistente com a metilação, um processo que permite aos investigadores procurar anormalidades genéticas dentro de amostras tumorais. “Identificar esse gene dessa forma coloca a nossa investigação um passo mais perto de sair do balcão de laboratório para as mesas de cabeceira dos pacientes”, aposta Jones.
Machucado selado
Contribuem efetivamente para o processo de cicatrização de ferimentos. São ativados por mediadores químicos de cicatrização, se deslocam até a região ferida da pele e ficam hipertrofiados (excessivamente desenvolvidos). Assim, produzem enorme quantidade de fibras e substância amorfa. Em pouco tempo, a lesão é envolta por uma rede de fibroblastos e pequenos vasos sanguíneos. Os fibroblastos grandes passam, então, a se contrair facilmente, o que sela a lesão.
Radioterapia, injeções de corticoide, betaterapia (uso de raios beta), laser e cremes siliconados revezam-se entre as melhores opções. Porém, talvez venha das mãos de cientistas do Hospital Henry Ford, em Detroit, nos Estados Unidos, a melhor solução: eles propõem uma terapia genética para o tratamento definitivo do problema. Os pesquisadores identificaram que o gene AHNAK pode oferecer uma melhor compreensão sobre como os queloides se desenvolvem.
Não só isso, a equipe liderada por Lamont Jones, vice-presidente do Departamento de Cirurgia Pescoço, Cabeça e Otorrinolaringologia do hospital, é a primeira a demonstrar que a alteração nesse gene pode ter um papel significativo no desenvolvimento biológico ou não do queloide. “Temos agora uma melhor compreensão de como esse gene se encaixa no quadro mais amplo do processo de cicatrização de feridas, o que pode ser importante na prevenção de cicatrizes em geral”, garante Jones.
O queloide forma áreas de pele levantadas e firmes. É mais frequente no peito, nos ombros, nas orelhas (após furar a orelha), nos braços e no rosto. Ao contrário das cicatrizes regulares, não diminui ao longo do tempo e, muitas vezes, se estende para fora do local da ferida. Uma combinação de tratamentos pode ser utilizada, dependendo do indivíduo; mas entre 50% e 100% das vezes volta após o tratamento.
Adesão celular
Do AHNAK é transcrita uma proteína localizada na membrana celular de células epiteliais e no núcleo e no citoplasma de outros tipos de células, como os fibroblastos. Estudos anteriores levantaram a possibilidade de esse gene contribuir para a adesão entre as células, mas, para seu estudo, Jones o investigou como um potencial biomarcador de queloides. Ele e a equipe examinaram amostras de tecido fresco queloidal e normal para a expressão do gene. Três das cinco amostras de queloide apresentaram uma grande redução na expressão do gene quando comparadas às normais.
A expressão do AHNAK foi consistente com a metilação, um processo que permite aos investigadores procurar anormalidades genéticas dentro de amostras tumorais. “Identificar esse gene dessa forma coloca a nossa investigação um passo mais perto de sair do balcão de laboratório para as mesas de cabeceira dos pacientes”, aposta Jones.
Machucado selado
Contribuem efetivamente para o processo de cicatrização de ferimentos. São ativados por mediadores químicos de cicatrização, se deslocam até a região ferida da pele e ficam hipertrofiados (excessivamente desenvolvidos). Assim, produzem enorme quantidade de fibras e substância amorfa. Em pouco tempo, a lesão é envolta por uma rede de fibroblastos e pequenos vasos sanguíneos. Os fibroblastos grandes passam, então, a se contrair facilmente, o que sela a lesão.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
As duas fases da quelóide: Qual a melhor para ser tratada?
Quando uma quelóide se forma, logo pensamos em um jeito
rápido de eliminá-la. Mas quem já convive com o problema há muito tempo e na época
não sabia muito sobre o assunto ou não havia tantos avanços no tratamento
sempre se depara com a pergunta: Por que eu não cuidei disso antes? Por que
deixei chegar a esse ponto? Mas não
desanime, pois, na maioria dos casos tem solução.
Como já sabemos, a quelóide tem dois estágios:
Ativação: Onde a quelóide está recente, em
processo de crescimento, avermelhada e com muita coceira. Processo que
geralmente que pode durar de 2 a 7 anos dependendo da lesão.
Inativação: Onde o estágio de avermelhamento já
passou e a quelóide já está bem escura e já não coça tanto e já está bem
grandinha.
Todos que tem quelóides, com certeza tem muita vergonha de
expor a parte do corpo no qual se localiza a cicatriz e tenta se esconder com
roupas, maquiagens, acessórios. Mas vamos ao que interessa.
As vantagens de tratar uma quelóide que já está em inativação é que com toda a certeza o custo será
menor, pois, pois você irá fazer menos aplicações pois ela já passou por todo o
processo chato de crescer e nos
incomodar com tanta coceira, porém a cicatriz é bem larga e mesmo após os
tratamentos e ela voltar ao nível da pele ela ficará um pouco escura e
continuará larga.
Já ao tratar uma quelóide que está em processo de ativação, o custo será maior pois o primeiro passo
para regredir a quelóide é justamente fazer ela entrar em processo de
inativação para depois tratar. Por exemplo: Em uma cicatriz antiga, na maioria
das vezes dependendo do tamanho da lesão se você for tratar com aplicações de
corticóides você precisará de pelo menos umas 6 sessões para deixá-la ao nível
da pele. Já em uma cicatriz ainda em ativação você precisará de pelo menos umas
10. Isso são estatísticas e é claro que você pode resolver o seu problema antes
dependendo da lesão.
Mas a vantagem é que a lesão não estará tão larga e nem tão
escura e quanto antes iniciar o tratamento melhores serão os resultados e a cicatriz
poderá ficar praticamente do aspecto de uma cicatriz de uma pessoa normal.
Mas como todos sabem, há fatores genéticos que irão
influenciar no tratamento. Como todos sabemos, os negros principalmente tem uma
predisposição maior para desenvolver quelóides e em muitos casos não obtém
tanto sucesso como uma pessoa de pele mais clara. Infelizmente sabe-se muito
pouco sobre o assunto, porém a medicina avança a cada dia e quem sabe, enfim
não achamos uma cura definitiva ou um tratamento 100% eficaz e acessível a
todos.
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