terça-feira, 21 de abril de 2015

Nova terapia contra quelóide

A cicatrização normal gera uma marca quase imperceptível no local em que ocorreu a lesão ou a sutura cirúrgica. Essa é a regra. Entre a mais famosa das exceções, está o queloide, problema menos comum e mais complicado do que o imaginado. Muitas pessoas confundem uma cicatriz um pouco mais alta ou larga com um queloide, mas não conseguem perceber a amplitude do problema quando realmente diagnosticado. Ele tem o aspecto endurecido devido à hipercicatrização, que gera o acúmulo de fibras e colágeno esteticamente desfavorável e, muitas vezes, incômodo. Além disso, não há garantia de solução com os tratamentos disponíveis.
Radioterapia, injeções de corticoide, betaterapia (uso de raios beta), laser e cremes siliconados revezam-se entre as melhores opções. Porém, talvez venha das mãos de cientistas do Hospital Henry Ford, em Detroit, nos Estados Unidos, a melhor solução: eles propõem uma terapia genética para o tratamento definitivo do problema. Os pesquisadores identificaram que o gene AHNAK pode oferecer uma melhor compreensão sobre como os queloides se desenvolvem.

Não só isso, a equipe liderada por Lamont Jones, vice-presidente do Departamento de Cirurgia Pescoço, Cabeça e Otorrinolaringologia do hospital, é a primeira a demonstrar que a alteração nesse gene pode ter um papel significativo no desenvolvimento biológico ou não do queloide. “Temos agora uma melhor compreensão de como esse gene se encaixa no quadro mais amplo do processo de cicatrização de feridas, o que pode ser importante na prevenção de cicatrizes em geral”, garante Jones.

O queloide forma áreas de pele levantadas e firmes. É mais frequente no peito, nos ombros, nas orelhas (após furar a orelha), nos braços e no rosto. Ao contrário das cicatrizes regulares, não diminui ao longo do tempo e, muitas vezes, se estende para fora do local da ferida. Uma combinação de tratamentos pode ser utilizada, dependendo do indivíduo; mas entre 50% e 100% das vezes volta após o tratamento.

“Essa descoberta é uma grande promessa para a melhor compreensão de como os queloides funcionam, além de oferecer um alvo em potencial para tratamentos mais eficazes e inovadores”, resume Jones. O trabalho foi apresentado, neste ano, no Encontro de Seções Triológicas Combinadas, em San Diego (EUA).

Adesão celular
Do AHNAK é transcrita uma proteína localizada na membrana celular de células epiteliais e no núcleo e no citoplasma de outros tipos de células, como os fibroblastos. Estudos anteriores levantaram a possibilidade de esse gene contribuir para a adesão entre as células, mas, para seu estudo, Jones o investigou como um potencial biomarcador de queloides. Ele e a equipe examinaram amostras de tecido fresco queloidal e normal para a expressão do gene. Três das cinco amostras de queloide apresentaram uma grande redução na expressão do gene quando comparadas às normais.

A expressão do AHNAK foi consistente com a metilação, um processo que permite aos investigadores procurar anormalidades genéticas dentro de amostras tumorais. “Identificar esse gene dessa forma coloca a nossa investigação um passo mais perto de sair do balcão de laboratório para as mesas de cabeceira dos pacientes”, aposta Jones.

Segundo Murilo Drummond, professor titular do Instituto de Pós-Graduação Carlos Chagas e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, é preciso ter muita calma com as perspectivas do estudo. A terapia genética ainda não é uma realidade da clínica médica dermatológica, ressalta ele. “No momento, não aplicamos isso, pois consideramos ainda em fase anterior de investigação.”

Ele explica que o queloide é uma forma anormal de cicatrização com uma predisposição genética. Costuma ser mais com comum na raça negra, mas pode acometer todas as pessoas. “Desde criança, com facilidade, se percebe (o problema) até mesmo em uma picada de inseto, um machucado. É importante saber se a pessoa tem essa predisposição.” Drummond ressalta que, identificada a tendência, se no futuro a pessoa precisar fazer uma cirurgia maior, ela poderá tomar algumas providências para evitar o problema.

Machucado selado
Contribuem efetivamente para o processo de cicatrização de ferimentos. São ativados por mediadores químicos de cicatrização, se deslocam até a região ferida da pele e ficam hipertrofiados (excessivamente desenvolvidos). Assim, produzem enorme quantidade de fibras e substância amorfa. Em pouco tempo, a lesão é envolta por uma rede de fibroblastos e pequenos vasos sanguíneos. Os fibroblastos grandes passam, então, a se contrair facilmente, o que sela a lesão.

Risco de confusão
Mesmo sendo um problema de certa forma comum, o queloide é objeto de confusão entre os pacientes e até mesmo os médicos. Em muitos casos, a marca em destaque não se trata do problema, mas de uma cicatriz hipertrófica. “Nela, a pessoa se machuca e fica uma cicatriz feia. Ela, porém, é molinha, possível de mexer. Não tem esse aspecto de madeira que tem o queloide”, diferencia o dermatologista Murilo Drummond.

A cirurgia é uma opção viável para a cicatriz hipertrófica quando outros tratamentos tópicos não surtem efeito. Segundo a cirurgiã membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Andrea Yuan, o resultado, nesse caso, é muito melhor. A cirurgia plástica para o queloide é o último recurso. “Ainda assim, é comum chegar a esse ponto, especialmente se for grande. O queloide aparece muito no ombro, na região torácica e na face. Então, tende a ficar muito visível e incomodar.”

Segundo Yuan, há casos que não são resolvidos nem com cirurgia. “Às vezes, a cicatriz que deixamos para retirar o queloide pode ficar maior que a anterior e ainda pode voltar a aparecer o problema nessa segunda cicatriz”, explica. A cirurgiã conta que, para evitar esse problema, se recomenda preparar a prevenção antes mesmo da cirurgia. “Acabou o procedimento já pode começar a radioterapia e as injeções de corticoide na cicatriz”, diz.

Terapias diversas

“A grande questão está em identificar se é uma cicatriz queloidiana ou hipertrófica. A última não tem o fator genético. Na primeira, há um aumento da produção de fibras durante a cicatrização, que ultrapassa o limite da ferida. Existem formas de prevenir ou mesmo, se já existe o queloide, regredir a situação. Pode ser colocada, fita de silicone ou de corticoide, que inibem o processo inflamatório.



sábado, 18 de abril de 2015

Muco de caracol no tratamento de quelóides

Com a evolução da medicina e das tecnologias o homem vem se mostrando que é capaz de superar limites e para a alegria de quem vive o drama de ter quelóides, estudos indicam que o muco de certas espécies de caracóis vem auxiliando no tratamento das quelóides.
Os cremes à base do muco são os queridinhos das celebridades internacionais,  pois tem efeito "milagroso" de tratar também as rugas quem vem com a idade.

Para comprovar a veracidade dos fatos,  alunos da faculdade de Medicina veterinária da USP fizeram testes em camundongos para comprovar a tese.
Os caracóis terrestres são animais capazes de produzir através de glândulas localizadas em toda superfície do seu corpo, uma secreção glicoproteica denominada muco, que dentre outras funções, apresenta poder antibacteriano, que pode auxiliar nos processos de reparação de feridas de origens diversas.Foram utilizadas 2 espécies de caracóis e uma ração contendo uma substância chamada Symphytum officinale). Ao final da experiência notou-se os camundongos alimentados com essa ração e associada com o muco dos caracóis teve excelentes resultados se for comparar ao grupo que só comeu a ração especial.
Mas a prática,  as empresas que vendem os cremes à base do muco,  ainda não tiveram comprovações nas quelóides humanas,  mas garantem que auxilia no tratamento. Minha dica é: Se não servir para tratar a quelóide, pelo menos você vai ficar com a pele das estrelas de Hollywood. 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Crioterapia em quelóides

Um dos métodos utilizado no tratamento das quelóides é a crioterapia que é o tratamento que usa baixas temperaturas para tratamentos estéticos e terapêuticos na pele. Para isso, podem ser usados jatos em spray ou com sondas previamente  resfriadas. Nesse tratamento pode ser usado gelo seco ou nitrogênio liquido em contato com a pele, chegando a temperaturas de 196 graus Celsius negativos. Também contam como crioterapias mais leves cremes, géis e sprays que levem cânfora ou mentol em sua composição, causando um resfriamento onde são aplicados.
A crioterapia passou a ser usada no tratamento de quelóides a partir de 1982. O congelamento do quelóide (lesões pequenas) com nitrogênio líquido causa lesão celular e microvascular, o que leva à necrose e conseqüente involução do mesmo (em 51 a 74% dos casos).
Associada ao corticoide intralesional, a taxa de resposta foi de 84%. As desvantagens são a demora de cicatrização e a ocorrência comum de hipopigmentação permanente. Outros efeitos colaterais incluem hiperpigmentação, atrofia cutânea moderada e dor à aplicação.
O tratamento das cicatrizes hipertróficas e quelóides é extremamente complexo e ainda repleto de questionamentos. Sem dúvida que, como em toda a área médica, a prevenção é mais importante do que o tratamento propriamente dito. Pela impossibilidade de se prevenir todos os casos, as diferentes formas de tratamento devem ser amplamente conhecidas, bem indicadas e melhor aplicada.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Será que vale a pena operar a quelóide?

Muitas vezes  nossa quelóide chega num ponto tão crítico para a nossa auto estima que só pensamos em nos livrar-mos dela já que todos os outros tratamentos com pomadas, fitas e infiltrações não deram certos, mas será que a cirurgia é realmente a melhor opção?
(Cirurgia na quelóide)

Nenhum médico se aconselha a operar um quelóide,  pois além de voltar, ela ainda pode ficar 3 vezes maior do que era antes,  mas se mesmo assim você decidir pela operação,  você deverá levar em consideração os seguintes critérios:

A IDADE DA QUELÓIDE:  A quelóide passa por 2 períodos : o de ativação, onde a cicatriz ainda está passando pelo processo de amadurecimento e é a pior fase, pois ela coça, queima e dói, o que gera um enorme desconforto,  e essa fase de ativação pode levar meses ou até anos dependendo da cor da pele da pessoa, sabe-se que quanto mais escura a pele mais demora, podendo levar de 2 a 10 anos dependendo também da região do corpo.
E também há o processo de inativação,  que é onde já não se sente mais nenhum incômodo na cicatriz,  e essa é a melhor fase para se operar.

 Porém para se operar uma quelóide,  não podemos removê-las completamente, o ideal é retirar o centro da cicatriz, fazer a aplicação do corticóide e costurar as bordas, e é aconselhável após a cirurgia que seja feita sessões de betaterapia para destruir as fibras da pele de modo a diminuir a rápida cicatrização do quelóide,  ou também fazer a aplicação de corticosteróides após a retirada dos pontos.
Após todo esse procedimento ainda há 45% de chances da quelóide voltar,  por isso é importante fazer um acompanhamento com um profissional que irá te orientar sobre o que é melhor fazer, pois de nada adianta operar  e não acompanhar a evolução da cicatriz com um profissional capacitado porque você poderá aumentar o seu problema.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Estudo de caso: Veja como ficou uma quelóide após tratamento com substâncias diferentes!

Uma paciente do sexo feminino, 38 anos, pele negra apresentava uma quelóide de 12cm ocasionada por uma miomectomia e nunca tinha feito nenhum tipo de tratamento anterior no quelóide.
As substâncias utilizadas na pesquisa foram:
5-Fluoracil,
Corticosteróide e
5-fluoracil associado ao corticóide, ou seja, ambos misturados..
( A substância 5-Fluoracil é utilizado no tratamento de câncer de pele).

A cicatriz foi divida em 3 partes e em cada uma foi aplicada uma sessão de ambas substâncias e ao todo foram 4 seções.
Na imagem abaixo está a seguinte ordem:
A primeira parte da quelóide foi aplicado apenas 5-fluoracil (5-FU), na segunda foi aplicado 5-Fluoracil associado ao Corticosteroide (5-FU+CTCD) e na ultima foi aplicado apenas corticosteróide (CTCD).
Note que na primeira aplicação houve uma grande melhora na primeira parte, porém houve ulceração e a paciente se queixou de dor, queimação.
Após 4 aplicações concluiu-se que o melhor métodos é a utilização de corticosteróide, pois foi o único que aliviou os sintomas de prurido que o quelóide tem e houve um amolecimento e clareamento da cicatriz.
Porém as infiltrações tem mais efeito em cicatrizes mais antigas, pois já estão em fase de inativação.

Relato da leitora Francineide Santos

Entrevistei uma leitora do blog e ela dividiu conosco como tem superado e convivido com as cicatrizes.

A primeira quelóide de Francineide apareceu ainda no primeiro mês de vida, que foi ao tomar a vacina BCG que deve ser tomada por todos os bebês ainda nos primeiros dias.
A segunda e a tarceira vieram de um sonho que a maioria das meninas têm,  que é uma coisa tão simples mas que acabou aumentando mais ainda o drama da nossa leitora, que era de furar as orelhas. O que era sonho se tornou pesadelo.

E como se não bastasse, nossa amiga leva uma pancada no ombro que acaba ocasionando em outra quelóide. Mas até aí tudo bem, até que nossa amiga enfim entra na adolescência e adolescência é igual a espinhas, e a partir daí surgiram mais quelóides no tórax e nas costas de Francineide.

Mas apesar de todas essas marcas da vida, nossa amiga não perde as esperanças e sonha com a tão esperada cura.
Infelizmente assim como muitos ela se fechou para o mundo,  evita sair,  evita ir a clubes e praias para não chamar atenção,  pois quem convive com quelóide sabe que ela por si só já chama atenção em todos os lugares que vamos.
Ela já fez 7 cirurgias, infiltrações,  betaterapia mas não obteve nenhum sucesso. "O fato é vc ser o centro das atenções,  as vezes eu fico pra baixo ,evito sair de casa. Poucas pessoas conhecem esse problema mas ergo minha cabeça e tento levar a vida", Diz Francineide.
Ao perguntá-la se ela aceitou o problema ela respondeu que não aceitou mas tenta conviver e que ela está sempre procurando métodos para achar uma cura ou pelo menos uma explicação, porque ainda se sabe muito pouco sobre quelóide, e que um dos maiores medos dela é que seus filhos herdem o problema.

Espero que o relato de nossa amiga tenha feito você que está lendo e se sentindo triste, querendo pelo menos amenizar essas marcas ,que você saiba que não está sozinho. Às vezes achamos que o nosso já está ruim, mas sempre encontramos alguém em pior situação.  Estamos no mesmo barco e sempre na esperança de que o amanhã será melhor!
Boa Sorte pra nós!!!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Tratamentos estéticos para quelóides

Para cada caso específico de quelóide existe um tipo de tratamento, listamos abaixo alguns dos procedimentos estéticos que mais dão resultados, são eles:

Peeling: consiste na aplicação de uma solução química sobre a pele que esfolia e combate a determinadas condições de pele incluindo cicatrizes. O contato desta solução com a pele permite remover e regenerar as camadas da pele.

Injeções de cortisona: são o tipo mais indicado de tratamento para queloides pequenos ou que estão no início do desenvolvimento. O medicamento é injetado na lesão, com intervalo de quatro a seis semanas. Este tratamento diminui o tamanho da cicatriz e a irritação.

Medicamentos recentes: para evitar o queloide antes mesmo que ele se forme, medicamentos como Interferon, Fluoracil e Tamixofeno aplicados na lesão podem ser benéficos, uma vez que diminuem a produção de colágeno, responsável pelo crescimento exagerado da cicatriz.

Criocirurgia: é o congelamento da lesão com nitrogênio líquido para reduzir o queloide, tornando-o mais liso e com menor relevo. Importante frisar que pode causar o clareamento da pele no local onde for aplicado o nitrogênio.

Laserterapia: possui grande eficácia no clareamento e diminuição do queloide. Consiste em expor a cicatriz a um laser “aquece” a camada superficial da pele, a epiderme e parte da derme. O laser move-se por toda a cicatriz removendo assim as camadas mais afetadas, o que permite expor novas e mais naturais camadas de pele.

Betaterapia: recomendada em casos de indivíduos que necessitam realizar um procedimento cirúrgico e têm tendência a desenvolver queloides. Aplica-se radiação no local onde houve a necessidade de realizar cortes para reduzir o risco de surgirem as cicatrizes. A betaterapiA deve ser iniciada até 48 horas após o procedimento cirúrgico para ter melhores resultados.