quinta-feira, 21 de março de 2019

Quando o desânimo vem

Um assunto recorrente e chato na vida de quem convive com quelóide é a desmotivação e a procrastinação.
Ter que lidar todos os dias com diversos paradigmas e principalmente com preconceito e os olhares das pessoas para a gente muitas vezes nos desanima até de sair de casa, principalmente quem tem quelóide em áreas expostas.
Mas como evitar a procrastinação tome conta da gente?

sábado, 26 de janeiro de 2019

PROPIONATO DE CLOBETASOL PARA QUELÓIDES 2

Olá, fiz um post falando sobre a pomada Propionato de Clobetasol há alguns meses e percebi que houve várias dúvidas sobre o medicamento, então resolvi fazer este segundo post sanando algumas dessas dúvidas a respeito da Pomada.


De acordo com a Bula, este medicamento reduz os efeitos da inflamação em algumas doenças de pele, como eczemas difíceis de tratar e psoríase. 

O propionato de clobetasol creme pertence a um grupo de medicamentos chamados esteroides tópicos (ou seja, usados diretamente sobre a pele). Os esteroides tópicos reduzem a vermelhidão e a coceira provocadas por determinados problemas da pele (principais sintomas do quelóide).

O tempo estimado para o início de ação deste medicamento é de uma semana após o início do tratamento.
ele é contraindicado nos seguintes casos:


  • -Infecções cutâneas não tratadas.
  • -Rosácea.
  • -Acne vulgar.
  • -Prurido sem inflamação.
  • -Prurido genital e perianal.
  • -Dermatite perioral.
  • -Dermatoses em crianças com menos de 1 ano de idade, inclusive dermatite.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Jovens arriscam ao usar método caseiro para remover queloides


O procedimento, que está sendo ensinando em tutorias no YouTube 

com mais de 150 000 visualizações, pode provocar desfiguração e

 infecções graves.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Evolução da minha cicatriz após 4 anos de cirurgia

Olá  galerinha que acompanha meu blog,
Depois de um tempinho sumida resolvi voltar para mostrar pra vocês como está sendo a evolução da minha quelóide na cesariana ao longo desses anos.
Quem tem quelóide sabe que o tratamento é um investimento caro e que na maioria das vezes nem dá resultados. Enfim, depois de um tempo na paranóia de "curar" essa quelóide que "estragava" minha vagina, decidi me libertar e desencanar, pois essa pequena e insignificante cicatriz já me levou mais de 5 mil reais ao longo desses 4 anos.
Mas como diz o ditado, o tempo passa e cura tudo, e a minha "inimiga" continua aqui, e graças a Deus deu uma boa melhorada, digo que uns 80% de uns 2 anos pra cá.
Eu uso muito cinta, e percebi que ela me ajudou muito com a quelóide, pois, passo a maior parte do meu dia com ela, e percebi que a teoria que sempre disse aqui era verdade: "quelóide tem que ser apertada" , nós  temos que forçá-la a ir contra a gravidade, mas isso não é do dia pra noite! Tem que ser todos os dias, tem que virar hábito. No começo é  desconfortável mas com o tempo você se acostuma.
Mas enfim, está aí a foto da minha evolução.
Qualquer dúvida podem perguntar.. Beijos e até mais.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Cryoshape - Novo Tratamento promete o fim das terríveis quelóides

Quem deixa de se submeter a tratamentos e cirurgias estéticas por receio das marcas deixadas pela má cicatrização pode comemorar. A novidade é o Cryoshape, equipamento desenvolvido em Israel que utiliza a crioterapia (congelamento dos tecidos) para melhorar o aspecto de queloides e cicatrizes hipertróficas. Funciona principalmente nas que não respondem aos métodos de eliminação mais comuns (injeções de corticoide, cirurgia, radioterapia e laser de CO²) ou apresentam efeitos colaterais típicos, como acromia (perda da cor original da pele devido à morte dos melanócitos) e hipersensibilidade.


O novo aparelho consiste em uma agulha (de cerca de 35 cm de comprimento e pouco menos de 0,5 cm de calibre) por onde passa gás nitrogênio líquido. Após aplicar anestesia local, o cirurgião ou dermatologista introduz a agulha no comprimento do queloide, atravessando-o. O gás (que não é injetado no organismo) congela e destrói a cicatriz de dentro para fora, com a vantagem de atingir tecidos profundos normalmente não alcançados por outras técnicas. A sessão pode ser agendada em consultório médico e dura meia hora,  dependendo do tamanho do queloide. É possível tratar mais de uma cicatriz na mesma consulta.A técnica pode ser usada tanto no corpo quanto no rosto e, depois da sessão, o local tratado pode ficar dolorido por dois dias. Como não há sutura na lesão, a recomendação é aplicar gel cicatrizante por duas ou três semanas e não tomar sol no local da cicatriz, . Em três semanas, a cicatrização costuma ser total, com uniformização do relevo e da cor da pele.

 O novo tratamento inovador!
Havia poucos, se algum, tratamentos de cicatrizes queloides duradouras para cicatrizes grandes e persistentes.
Cryoshape é uma inovadora tecnologia de remoção de cicatrizes de quelóide. Permite o tratamento com cicatrizes queloidais, congelando e destruindo o tecido cicatricial profundo que faz com que o quelóide se desenvolva. O tratamento com cicatrizes queloidais utilizando uma sonda Cryoshape envolve o tratamento direto do material cicatricial profundo e o congelamento do tecido ao longo de toda a cicatriz. Cryoshape efetivamente trata mesmo grandes cicatrizes de quelóide em uma única sessão e reduz o volume com sucesso e minimiza o desconforto causado pelos quelóides.




Os resultados são surpreendentes
O tratamento com queloides utilizando a tecnologia Cryoshape mostrou causar um desconforto mínimo, com pouco risco de recorrência da cicatriz de quelóide ou mudanças de pigmentação próximas ao local de tratamento de cicatrizes de quelóide. Ao contrário de outros métodos de remoção de cicatriz de quelóide que requerem múltiplos tratamentos durante um longo período de tempo, uma sessão de tratamento de quelóides usando Cryoshape geralmente reduz o tecido cicatricial e minimiza significativamente o quelóide.

sábado, 22 de abril de 2017

Novidades!!! Evolução da minha quelóide.

Eu pessoal, sei que dei uma sumidinha do blog, mas sempre que posso dou uma passadinha aqui para contar algo! Mas enfim, queria compartilhar com vocês uma coisa que tenho feito e que tem dado super certo comigo para ajudar a amenizar as temidas queloides.. Mas enfim, estou intercalando a fita drenison com a pomada clobetasol e tenho visto bastante diferença..
Eu usei a fita drenison 15 dias seguidos, logo de cara já notei diferença, depois disso eu comecei a intercalar.
Usava a fita 3 dias e a pomada 2 dias.. Em 2 meses teve bastante diferença e a minha quelóide clareou e também amoleceu! Uma amiga está fazendo aplicação de beta30 e disse que tem tido ótimos resultados, como ainda não usei este medicamento estou pensando em testar e assim que puder posto sobre ele aqui..
Aí está minha foto de antes e depois, como vcs podem ver a quelóide murchou bastante!👇👇
Espero que tenham gostado!  Beijos e até a próxima  😘😘

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Evolução de uma amiga!

Olá amigos do blog! Para quem sempre está passando por aqui e notou que sumi,  hoje vim fazer um post sobre a evolução de uma amiga que participa em um grupo de quelóides no Whatsapp. Ela fez a cirurgia em meados de novembro e desde então ela vem me atualizando sobre a evolução da sua cicatriz da cesariana. Ela está fazendo acompanhamento em um desses hospitais escola e está fazendo infiltrações de triancil e bleomicina, além dos cuidados diário em casa com a fita de silicone, e drenison oclusivo.
Vejam a evolução dela ao longo das semanas após retirada cirúrgica. Espero que tenham gostado! Assim que tiver mais fotos dela eu posto para vocês. Beijos e até a próxima!
Se alguém se interessar em participar do grupo de quelóides no whatsapp é só me enviar um e-mail no endereço : carolpaixao15@hotmail.com
😘😘

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Propionato de Clobetasol para Quelóides

Olá pessoal? como eu tinha dito, todas as vezes que tivesse alguma novidade sobre alguma coisa para amenizar os quelóides eu iria compartilhar com vocês. Então, eu participo de alguns grupos de redes sociais e sempre que fico sabendo de alguma dica eu corro pra contar.
E hoje eu venho falar da pomada Propionato de Clobetasol, que está sendo a nova queridinha nos tratamentos para quelóides, junto com a fita Drenison Oclusivo, mas antes das minhas considerações, segue algumas informações contidas na bula do medicamento:

Indicações do Propionato de Clobetasol Creme

Propionato de Clobetasol é um corticosteróide muito ativo indicado para o tratamento das dermatites mais resistentes como psoríase (excluindo a forma em placa disseminada), eczemas recalcitrantes, líquen plano, lúpus eritematoso discóide e outras dermatites que não respondem satisfatoriamente a esteróides menos ativos.

Informações Técnicas do Propionato de Clobetasol Creme

(...)Esses efeitos antiinflamatórios incluem inibição do processo inicial, tais como edema, deposição de fibrina, dilatação vascular, migração e atividade fagocitária. Processos tardios como a deposição de colágeno e a formação de quelóide, também são inibidos pelos corticosteróides.

Minhas considerações:

-Estou usando a pomada há 10 dias e logo depois das primeiras aplicações já notei a quelóide mais hidratada.
-Depois de 1 semana já consigo ver diferença também na coloração e no aspecto da quelóide, ela vai ficando mais "molinha".
- O preço da pomada é bem mais em conta em relação ás outras mais específicas para quelóides, pode variar de R$10 a R$ 20 reais dependendo da região em que você mora.
- Vou continuar usando e postando meu progresso para vocês.
Super indico a pomada! Espero ter ajudado todos vocês. Um beijo e até a próxima!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Atualizando..

Olá pessoal! Sei que andei sumida ultimamente do blog, mas a verdade é que no momento não estou a par de nenhuma novidade sobre as quelóides, porém estou correndo atrás de novas informações para compartilhar com vocês! Infelizmente pouco se sabe sobre o quelóide e muito menos ainda de uma forma eficaz de tratá-lo. O que nos resta é esperar uma cura definitiva para isso! 
Muitas pessoas até conseguem algum resultado significativo com alguns dos tratamentos disponíveis no mercado, outros não, mas o importante é que a gente tenta. Lembre-se: Você não é o único que passa por isso! Estou com um grupo no Whatsapp somente com pessoas que convivem com isso, se você se interessar e quiser trocar experiências conosco, entre em contato comigo pelo E-mail: carolpaixao15@hotmail.com . E como prometido está aí a foto da minha cesariana após 2 anos de retirada do quelóide :
E para que não se lembra ela era assim antes da cirurgia: ( Post completo aqui )
Como vocês podem ver não mudou muita coisa, apenas a coloração , às bordas finais e estes "gominhos"  que tinham na antiga quelóide estão diferentes.. Infelizmente tive que parar com as aplicações , pois minha pele ao redor estava atrofiando. É o que tenho pra hoje queridos! Até a próxima e qualquer novidade eu conto à vocês.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Nova pomada que promete amenizar cicatrizes e quelóides

A MIP Brasil Farma, empresa que tem como missão ajudar as pessoas a descomplicar a vida com escolhas inteligentes sobre o seu corpo e sua saúde, acaba de lançar Spotner Scars Gel Hidratante. Com o uso diário, o produto melhora a pele com cicatrizes, devolvendo a elasticidade e recuperando o aspecto natural da pele. Sua fórmula contém vitamina E, silicone e exclusivas microesferas massageadoras. A aplicação por meio de um tubo massageador é prática não é necessário colocar o produto em contato com as mãos para aplicá-lo.
SpotnerProcesso de cicatrização – Quando a derme a camada mais profunda da pele está rompida, o corpo começa a produzir fibras de colágeno como um processo de reparação natural. É justamente esse processo que faz com que a nova pele tenha uma textura diferente, formando cicatrizes. Está demonstrada que a massagem terapêutica com o gel específico para o tratamento de cicatrizes proporcionada por Spotner Scars melhora a amplitude do movimento e da contratura, melhorando a aparência da pele, afirma a dermatologista consultora Manuele Lemos.
Benefícios – Spotner Scars Gel contém silicone, que ajuda a diminuir a perda de água, melhorando a hidratação da pele; possui vitamina E, que protege contra os radicais livres que quebram as fibras de colágeno, e ainda exclusivas microesferas massageadoras, que potencializam o resultado. A pressão mecânica aumenta a circulação sanguínea, ajudando na remoção de tecido de cicatrização endurecido. O formato em tubo massageador de Spotner Scars facilita a aplicação, já que o consumidor tem precisão na hora de aplicar o produto, não precisa colocar as mãos em contato com o gel e seu tamanho permite que seja facilmente carregado para qualquer lugar.
Prático e fácil de usar – Para melhores resultados, a recomendação é o uso diário do produto, duas vezes ao dia. Basta abrir a tampa, apertar o tubo até que o gel apareça ao redor das microesferas massageadoras. Posicioná-lo na área desejada e, com um movimento circular, fazer uma massagem com o gel sobre a pele. Depois, basta aguardar a secagem completa do gel.
A marca Spotner é uma referência no tratamento e remoção das marcas da pele. Já no mercado, os consumidores podem encontrar a Caneta Clareadora Spotner, que clareia e suaviza áreas escurecidas na pele, principalmente no rosto, colo, mãos e braços. Agora, entra no guarda-chuva o segundo produto da marca, Spotner Scars, que revolucionará o tratamento de cicatrizes.
O lançamento de Spotner Scars acontece após uma série de bem-sucedidos lançamentos de produtos da MIP Brasil Farma, como a linha Footner de cuidados com os pés (meia esfoliante, creme reparador, espuma hidratante e caneta contra Calosidades); e Livina Fibras, gomas de gelatina com fibras, nos sabores tangerina ou ameixa, que suplementam a ingestão diária de fibras.
Segundo o fabricante a pomada "Spotner Scars apresenta eficácia em cicatrizes do tipo hipertróficas (cicatrizes avermelhadas, que possuem elevação da pele e não crescem com o passar do tempo) e também em cicatrizes queloides (cicatrizes avermelhadas, que possuem elevação da pele e crescem com o passar do tempo). E o gel de silicone forma uma película flexível que amenizará a aparência tanto da ferida recém-epitelizada, quanto da cicatriz mais madura."
Spotner Scars Gel 3
Eu já pedi a minha para testar e postarei em breve o resultado!
Os produtos da MIP Brasil Farma são encontrados em farmácias e perfumarias em todo o Brasil.
Preço Sugerido Spotner Scars: R$49,90

Associação de técnicas tem se mostrado eficaz no tratamento contra o quelóide

Queloides constituem uma proliferação anormal de fibroblastos após injúria da pele que ultrapassam bordas da ferida, causando aparência inestética e grande prejuízo à qualidade de vida destes pacientes. Atualmente não há uma terapêutica combinada eficaz para redução das massas queloidianas, inibindo sua recidiva. Neste trabalho apresentamos uma série de casos tratados com uma associação de técnicas (excisão cirúrgica pela técnica de shaving, injeção intralesional de corticosteroide e/ou bleomicina, aplicação de placa de gel de silicone, luz intensa pulsada, laser de CO2 fracionado, laser Nd:YAG, laser Erbium:Glass e LED vermelho e infravermelho), atuando na fisiopatologia do queloide, que demonstraram resultados satisfatórios e duradouros.

Introdução

 A incidência é maior em indivíduos com fototipos de Fitzpatrick elevados e as regiões corporais mais afetadas são face, lóbulo auricular, região esternal, ombros e áreas mais ricas em melanócitos. O diagnóstico é essencialmente clínico e o paciente pode referir dor, prurido, hipersensibilidade, limitação de movimento, desconforto social e psíquico devido aparência inestética, causando grande prejuízo à qualidade de vida1-5.
Nenhuma terapêutica isolada demonstrou ser totalmente eficaz para tratamento do queloide. No presente estudo apresentamos pacientes com queloides, decorrentes de acne, tratados com sucesso em uma sequência organizada de combinação de variadas técnicas.

 


Figura 1 - Paciente A antes do tratamento.

 

Figura 2 - Paciente A - shaving nas lesões à direita e excisão intralesional com sutura em lesões à esquerda.

 
Figura 3 - Paciente A após tratamento.


 
Figura 4 - Paciente B antes tratamento.

 
Figura 5 - Paciente B após tratamento.

Métodos

Foram tratados, entre 2008 e 2013, três pacientes com idades entre 22 e 39 anos, fototipos II a IV, que apresentavam em comum cicatrizes do tipo queloide em face, tórax anterior e ombros decorrentes de acne.
Paciente A: masculino, 39 anos, fototipo IV, com queloides extensos decorrente de acne em região esternal, foi submetido a quatro shavings com lâmina de barbear do relevo da lesão, com intervalo mínimo entre elas de quatro meses. Todas as sessões foram acompanhadas de infiltração intralesional de triancinolona ou bleomicina. Além disso, foi submetido a uma sessão de laser Erbium:Glass, uma sessão de Luz Intensa Pulsada (LIP) e 19 sessões de LED (Ligth Emitting Diode) vermelho e infravermelho. A duração do tratamento foi 42 meses (Figuras 1, 2 e 3). Paciente fez uso complementar de placas de silicone.
Paciente B: feminino, 29 anos, fototipo II, com cicatriz de acne queloidiana em face, foi submetida a três shavings, 11 infiltrações intralesionais de triancinolona ou bleomicina, uma sessão de laser Erbium:Glass e duas sessões de LIP, num período de 36 meses (Figuras 4 e 5).
Paciente C: masculino, 22 anos, fototipo III, com cicatrizes decorrentes de acne do tipo queloide em tórax anterior, posterior e ombros, foi submetido a duas excisões cirúrgicas, 19 infiltrações intralesionais de triancinolona ou bleomicina, uma sessão de LIP, 18 sessões de LED vermelho e infravermelho, 5 sessões de laser de CO2 fracionado e 6 sessões de Neodym:YAG laser (Nd:YAG). O tratamento completo teve duração de 31 meses (Figuras 6, 7 e 8).
Todos pacientes foram tratados de maneira organizada, conforme a fisiopatologia dos queloides, promovendo inicialmente diminuição da massa, mecanismos de inibição e prevenção de seu crescimento e finalmente tratamento da coloração.




Primariamente realizamos remoção das massas queloidianas através da técnica de shaving com lâmina de barbear, a fim de evitar a injúria da pele normal com consequente estímulo da formação de um novo queloide. Esta técnica foi comparada com a remoção cirúrgica da porção interna do queloide do paciente A e demonstrou ser superior (Figura 4).
Imediatamente após o shaving realizamos infiltração de triancinolona (20 mg/ml diluída em partes iguais com xilocaína com vasoconstritor) ou bleomicina (diluída em 8 ml de solução com 7 ml de xilocaína sem vasoconstritor) para promover atrofia e inibição de crescimento. A distância entre os pontos das infiltrações foi de 1 a 2 mm até o branqueamento total da lesão.
Após a infiltração realizamos LED infravermelho (20 minutos) e vermelho (20 minutos). Em seguida foi solicitado o uso da placa de gel de silicone a todos pacientes de maneira obrigatória.
A fim de inibir a inflamação, todos pacientes foram submetidos semanalmente a sessões de LED infravermelho e vermelho e mensalmente a infiltração intralesional.

 

Figura 6 - Paciente C antes do tratamento.

 
Figura 7 - Paciente C durante tratamento.
 

Figura 8 - Paciente C após tratamento.

No final, com intuito de diminuir a coloração dos queloides e melhorar o aspecto da cicatriz, alternamos LIP (filtro de 540 nm, 20 ms, 16-20 J) ou laser Nd:YAG (1064 nm, 30 ms, 90-100 J) e laser de CO2 fracionado, sempre seguidos de infiltração intralesional, já que todos métodos térmicos estimulam a produção de colágeno e por isso deve ser inibidos.
Para controle realizamos infiltração intralesional a cada dois meses por um ano e, posteriormente, a cada três meses.

Discussão

Excisão com lâminas flexíveis ou shaving com lâmina de barbear é uma técnica que vem sendo utilizada com sucesso no tratamento de lesões superficiais. Uma lâmina de barbear flexível é mantida entre dois dedos e usada para realizar a exérese tangencial intralesional. A profundidade da excisão é controlada pelo cirurgião, de acordo com a curvatura imposta à lâmina. Anestesia tumescente é indispensável nessa técnica, pois o turgor cutâneo e o edema resultante facilitam o deslizamento da lâmina através dos tecidos e a possibilidade de excisar finas camadas de pele6-8. Não há na literatura estudos grandes que utilizassem essa técnica para o manejo do queloide. A maioria dos estudos com utilização de terapêutica cirúrgica para o queloide utiliza a técnica de excisão intralesional e sutura. As taxas de recorrência de queloides após excisão variam entre 45% e 100%. Por esse motivo, a intervenção cirúrgica é frequentemente seguida por terapia adjuvante, tais como injeção de corticosteroides, bleomicina, entre outros3,8,9.
A infiltração intralesional com corticosteroide é terapêutica bem conhecida e utilizada para o tratamento do queloide desde meados 1960. Ocorre a interrupção do processo inflamatório, vasoconstrição e atividade antimitótica nos fibroblastos e queratinócitos1. As taxas de resposta são altamente variáveis, com valores que variam de 50% a 100%, e uma taxa de recorrência de 9% a 50%. As injeções de triancinolona podem proporcionar alívio sintomático do prurido e os efeitos colaterais incluem atrofia cutânea, telangiectasia e dor no local da injeção2,10-12. Estudos apontam que a injeção de triancinolona por si só é eficaz em reduzir o volume das lesões na maioria dos pacientes (nível de evidência A)10,11,13. Syed e Bayat utilizaram uma combinação de três esteroides conhecidos: dexametasona, triancinolona e metilprednisolona e sugeriram que a eficácia pode ser superior à utilização de um único esteroide. Com estas evidências disponíveis, esteroides intralesionais devem ser considerados como a primeira linha de tratamento para queloides12-14.
A bleomicina é um polipeptídeo citotóxico com propriedades antitumorais, antibacterianas e antivirais, isolado a partir do fungo Streptomyces verticillus. O efeito ativo da bleomicina usado no tratamento de queloides é a inibição da síntese de colágeno pelos fibroblastos através de diminuição da estimulação por fatores de crescimento. 

Conclusão

A utilização de tratamentos isolados para o queloide é cientificamente comprovada, porém poucos trabalhos descrevem associações com efetividade e longo período sem recidivas. Neste estudo realizamos uma combinação de terapias que, quando associadas, ainda não havia evidência científica consistente, com resultados satisfatórios e longo período de acompanhamento. A associação de variadas técnicas atuando na fisiopatologia do queloide demonstra ser uma ótima opção para melhora e manejo do queloide.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Como evitar a quelóide


As lesões são, normalmente, rosadas, avermelhadas ou escuras

As queloides são lesões fibroelásticas, salientes, rosadas, avermelhadas ou escuras, que podem ocorrer na cicatrização de qualquer lesão da pele. Geralmente crescem, e apesar de inofensivas (benigno), não contagiosas e indolores, podem se tornar um problema estético importante.

Para que elas não apareçam após a cirurgia plástica, alguns cuidados devem ser tomados. O cirurgião deve, por exemplo, avaliar o risco do paciente de desenvolver a cicatriz por meio de um histórico clínico. Dessa forma, poderá tentar diminuir o risco, inclusive sugerindo medidas profiláticas.

Veja o que fazer para evitar o surgimento das queloides
— Assim como as bandanas, as fitas de silicone comprimem a região operada, reduzindo o fluxo sanguíneo e evitando a formação de queloide. As primeiras devem ser utilizadas por até três meses, e as segundas, que são ricas em óleo mineral, o que ajuda a manter a hidratação, devem ser aplicadas por, no mínimo, 12 horas 

— Quem corre o risco de desenvolver queloides pode também recorrer ao uso de cremes com corticoides, que inibem a produção de colágeno na cicatriz 

— Atualmente, existem várias opções de géis ou pomadas específicas para tratar ou evitar o surgimento dessas cicatrizes, ou reduzi-las quando ainda estiverem no início 

— A infiltração de corticoide intralesional pode ajudar a evitar o problema. Quando a lesão já se instalou, ou há grande risco que isso aconteça, indica-se a aplicação da beta terapia, uma espécie de radioterapia localizada, que diminui a formação da patologia

— Nos casos em que a cicatriz já apareceu, pode ser realizada uma nova intervenção cirúrgica após um ano e meio (tempo médio para haver a resolução das cicatrizes), que é feita somente nas partes hipertrofiadas

— Evitar a exposição solar, pois provoca inchaço nas cicatrizes, estimulando a produção de melanina na região, o que deixa a área escurecida. Portanto, cuide com o sol entre 10h e 16h.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Quem tem tendência para quelóides pode fazer Rinoplastia?

Nós que convivemos com esse drama das cicatrizes, já temos ideia fixa que cirurgia plástica não pode. Mas a pedido de alguns leitores resolvi criar um post sobre a Rinoplastia (plástica no nariz) para esclarecer algumas dúvidas.

Quelóides em qualquer parte do corpo já é constrangedor para quem tem , e quando se trata do nosso rosto, que é a área do nosso corpo que mais fica exposta o problema é ainda maior.
Certos narizes permitem que as cicatrizes fiquem escondidas dentro da cavidade nasal. Nestes casos, não haverá cicatriz aparente. Em outros casos, entretanto, existem cicatrizes externas pouco aparentes, como conseqüência de incisões (cortes) feitos na columela ou nas asas nasais feitas para se harmonizar melhor o resultado ou mesmo a fisiologia nasal.
Cada paciente comporta-se diferentemente do outro em relação à evolução das cicatrizes e no caso específico do nariz, geralmente tornam-se imperceptíveis, Certos pacientes podem, no entanto, apresentar tendência a cicatrização inestética (hipertrófica ou quelóide). Este fato deverá ser discutido na consulta inicial, bem como suas características familiares. Pessoas de pele clara tendem a desenvolver menos este tipo de cicatrização.

Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar tais cicatrizes inestéticas, na época adequada. A cicatriz hipertrófica ou quelóide, não devem ser confundidas, entretanto, com a evolução natural do período mediato da cicatrização. Qualquer dúvida a respeito da sua evolução cicatricial deverá ser esclarecida durante seus retornos pós-operatórios, quando pode se fazer a avaliação da fase em que se encontra.

Não há como prever como a cicatriz irá ficar após a operação, mas há dois tipos de rinoplastia e dependendo da indicação do cirurgião, um dos métodos pode ser feito sem nenhum tipo de corte e evitar a tão temida quelóide, são elas Rinoplastia aberta e fechada: 

Rinoplastia Aberta
A Rinoplastia aberta tem a vantagem de visualização direta das cartilagens. O mais importante é a capacidade de manipular e alterar a forma nasal com mais controle, precisão, e até mesmo de maneiras não possíveis com a rinoplastia fechada. Pacientes que necessitam de projeção ou diminuição do nariz, e principalmente aqueles com sequela de rinoplastia prévia, são muitas vezes melhor atendidos com uma rinoplastia aberta.
Alguns variantes nasais demandam o uso da rinoplastia aberta, principalmente aqueles com cartilagens da ponta mal orientadas, direcionadas para o canto interno do olho, ao invés do canto externo.
Rinoplastia Fechada
A Rinoplastia fechada tem a vantagem de diminuir o tempo operatório, causar menor inchaço, melhor cicatrização pós-operatória e evitar uma cicatriz ao longo da columela. A maioria dos pacientes da rinoplastia fechada experienciam menor inchaço no início.
É importante que o cirurgião avalie o tipo de rinoplastia que será usada levando em consideração anatomia do nariz e procedimento. Uma rinoplastia fechada oferece vantagens significativas com menos tempo de repouso e inchaço, enquanto a rinoplastia aberta pode ser necessária em casos de aumento, redução ou tratamento de complicações. O mais importante é que o cirurgião tenha domínio de ambas as técnicas para indicação correta em cada paciente, oferecendo o melhor tratamento para cada particularidade.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Novos estudos trazem esperança de tratamento para quelóides

A cicatrização normal gera uma marca quase imperceptível no local em que ocorreu a lesão ou a sutura cirúrgica. Essa é a regra. Entre a mais famosa das exceções, está o queloide, problema menos comum e mais complicado do que o imaginado. Muitas pessoas confundem uma cicatriz um pouco mais alta ou larga com um queloide, mas não conseguem perceber a amplitude do problema quando realmente diagnosticado. Ele tem o aspecto endurecido devido à hipercicatrização, que gera o acúmulo de fibras e colágeno esteticamente desfavorável e, muitas vezes, incômodo. Além disso, não há garantia de solução com os tratamentos disponíveis.

Radioterapia, injeções de corticoide, betaterapia (uso de raios beta), laser e cremes siliconados revezam-se entre as melhores opções. Porém, talvez venha das mãos de cientistas do Hospital Henry Ford, em Detroit, nos Estados Unidos, a melhor solução: eles propõem uma terapia genética para o tratamento definitivo do problema. Os pesquisadores identificaram que o gene AHNAK pode oferecer uma melhor compreensão sobre como os queloides se desenvolvem.

Não só isso, a equipe liderada por Lamont Jones, vice-presidente do Departamento de Cirurgia Pescoço, Cabeça e Otorrinolaringologia do hospital, é a primeira a demonstrar que a alteração nesse gene pode ter um papel significativo no desenvolvimento biológico ou não do queloide. “Temos agora uma melhor compreensão de como esse gene se encaixa no quadro mais amplo do processo de cicatrização de feridas, o que pode ser importante na prevenção de cicatrizes em geral”, garante Jones.

O queloide forma áreas de pele levantadas e firmes. É mais frequente no peito, nos ombros, nas orelhas (após furar a orelha), nos braços e no rosto. Ao contrário das cicatrizes regulares, não diminui ao longo do tempo e, muitas vezes, se estende para fora do local da ferida. Uma combinação de tratamentos pode ser utilizada, dependendo do indivíduo; mas entre 50% e 100% das vezes volta após o tratamento.

Adesão celular
Do AHNAK é transcrita uma proteína localizada na membrana celular de células epiteliais e no núcleo e no citoplasma de outros tipos de células, como os fibroblastos. Estudos anteriores levantaram a possibilidade de esse gene contribuir para a adesão entre as células, mas, para seu estudo, Jones o investigou como um potencial biomarcador de queloides. Ele e a equipe examinaram amostras de tecido fresco queloidal e normal para a expressão do gene. Três das cinco amostras de queloide apresentaram uma grande redução na expressão do gene quando comparadas às normais.

A expressão do AHNAK foi consistente com a metilação, um processo que permite aos investigadores procurar anormalidades genéticas dentro de amostras tumorais. “Identificar esse gene dessa forma coloca a nossa investigação um passo mais perto de sair do balcão de laboratório para as mesas de cabeceira dos pacientes”, aposta Jones.


Machucado selado
Contribuem efetivamente para o processo de cicatrização de ferimentos. São ativados por mediadores químicos de cicatrização, se deslocam até a região ferida da pele e ficam hipertrofiados (excessivamente desenvolvidos). Assim, produzem enorme quantidade de fibras e substância amorfa. Em pouco tempo, a lesão é envolta por uma rede de fibroblastos e pequenos vasos sanguíneos. Os fibroblastos grandes passam, então, a se contrair facilmente, o que sela a lesão.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

As duas fases da quelóide: Qual a melhor para ser tratada?

Quando uma quelóide se forma, logo pensamos em um jeito rápido de eliminá-la. Mas quem já convive com o problema há muito tempo e na época não sabia muito sobre o assunto ou não havia tantos avanços no tratamento sempre se depara com a pergunta: Por que eu não cuidei disso antes? Por que deixei chegar a esse ponto? Mas  não desanime, pois, na maioria dos casos tem solução.

Como já sabemos, a quelóide tem dois estágios:
Ativação: Onde a quelóide está recente, em processo de crescimento, avermelhada e com muita coceira. Processo que geralmente que pode durar de 2 a 7 anos dependendo da lesão.
Inativação: Onde o estágio de avermelhamento já passou e a quelóide já está bem escura e já não coça tanto e já está bem grandinha.
Todos que tem quelóides, com certeza tem muita vergonha de expor a parte do corpo no qual se localiza a cicatriz e tenta se esconder com roupas, maquiagens, acessórios. Mas vamos ao que interessa.
As vantagens de tratar uma quelóide que já está em inativação é que com toda a certeza o custo será menor, pois, pois você irá fazer menos aplicações pois ela já passou por todo o processo chato  de crescer e nos incomodar com tanta coceira, porém a cicatriz é bem larga e mesmo após os tratamentos e ela voltar ao nível da pele ela ficará um pouco escura e continuará larga.

Já ao tratar uma quelóide que está em processo de ativação, o custo será maior pois o primeiro passo para regredir a quelóide é justamente fazer ela entrar em processo de inativação para depois tratar. Por exemplo: Em uma cicatriz antiga, na maioria das vezes dependendo do tamanho da lesão se você for tratar com aplicações de corticóides você precisará de pelo menos umas 6 sessões para deixá-la ao nível da pele. Já em uma cicatriz ainda em ativação você precisará de pelo menos umas 10. Isso são estatísticas e é claro que você pode resolver o seu problema antes dependendo da lesão.

Mas a vantagem é que a lesão não estará tão larga e nem tão escura e quanto antes iniciar o tratamento melhores serão os resultados e a cicatriz poderá ficar praticamente do aspecto de uma cicatriz de uma pessoa normal.


Mas como todos sabem, há fatores genéticos que irão influenciar no tratamento. Como todos sabemos, os negros principalmente tem uma predisposição maior para desenvolver quelóides e em muitos casos não obtém tanto sucesso como uma pessoa de pele mais clara. Infelizmente sabe-se muito pouco sobre o assunto, porém a medicina avança a cada dia e quem sabe, enfim não achamos uma cura definitiva ou um tratamento 100% eficaz e acessível a todos.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Acelerador linear em campos diretos - Mais uma ferramenta no auxílio no tratamento de quelóides

Os queloides foram descritos pela primeira vez em 1806 como um "crescimento em forma semelhante a projeção de galhos, que se pareciam com as pinças de um caranguejo". Daí surgiu o termo keloid, do grego khele, uma pinça do caranguejo. Conceitua-se queloide como uma cicatriz anormal, elevada, de forma irregular, que se estende além da incisão ou lesão da pele devido ao acumulo excessivo de colágeno na derme durante o processo de reparação do tecido conjuntivo. 

Podendo ser causado por várias ações, como cirurgias, lacerações, tatuagens, queimaduras, injeções, mordidas, vacinas, uso de piercing, dermatoses, trauma induzido ou até causa espontânea, os queloides são de difícil remoção – e, quando tratados com apenas uma cirurgia de remoção, por exemplo, existe uma grande chance de eles voltarem. 

Uma das novas soluções que surgem para auxiliar no tratamento dos queloides é a utilização do acelerador linear em campos diretos com finalidade adjuvante, que deve ser utilizado após a cirurgia de retirada de queloide, trazendo um resultado mais efetivo para o paciente. 

Os elétrons de alta energia tem sido usados em radioterapia desde o início da década de 50 do século XX. Na década de 70, aceleradores lineares de alta energia, tendo fótons de várias energias de elétrons, se tornaram cada vez mais disponíveis para o uso clínico. O avanço no desenvolvimento dessas máquinas foi imediato, em grande parte pela experiência clínica em muitos centros, e mostrou que, em algumas situações, não há tratamento alternativo para a terapia com feixe de elétrons. 

O ideal é começar o tratamento com o acelerador linear logo após a cirurgia de retirada do queloide. Esse é um problema de difícil tratamento e cura, porém, os resultados envolvendo a cirurgia e o acelerador foram considerados extremamente satisfatórios, tanto para os médicos que estudam cada vez mais formas de tratar esse mal, como os pacientes, que pretendem ‘se livrar’ dos queloides.

Na maioria dos casos, os pacientes com queloides relatam uma piora na qualidade de vida, que desencadeia isolamento social, dificuldade para frequentar locais públicos, para estudar ou trabalhar, assim como a suspeita de se tratar de tumores malignos ou lesões contagiosas – tanto por eles quanto pelas pessoas próximas. 

Sabe-se que esse é um problema conhecido há muitos séculos, mas que ainda não existe uma solução definitiva para a sua solução, apesar da existência de diversas modalidades terapêuticas e diversos estudos na área. Porém, o acelerador linear promove um bom resultado final e é feito em sessões pouco demoradas. Mas vale lembrar que é um tratamento que não funciona isoladamente – ele precisa ser feito junto com a retirada cirúrgica do queloide.

Mulheres tem 2 vezes mais chances de desenvolver quelóides

Depois de cirurgias ou cortes profundos, o processo de cicatrização pode ser afetado pelo aparecimento do queloide. A cesárea e a abdominoplastia são os procedimentos que mais formam esse tipo de cicatriz, pois são executadas por mulheres, grupo mais afetado pelo problema.

Embora não represente riscos à saúde,
as cicatrizes hipertróficas são esteticamente incômodas e, em casos graves, podem causar limitação da mobilidade nas áreas afetadas. A dermatologista Valéria Campos, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e pós-graduada em Dermatologia e Laser pela Harvard Medical School, reconhece um queloide quando vê um inchaço endurecido, róseo, com coceira e às vezes doloroso.

Ele é caracterizado pela hiperprodução de colágeno e a hiperproliferação de fibroblastos na derme, gerando crescimento excessivo dos tecidos de cicatrização. Em condições normais, o fibroblasto secreta uma enzima que destrói o colágeno, chamada colagenase. Ela é responsável por manter o balanço entre composição e degradação do tecido, regulando o tamanho da cicatriz. “O período crítico do processo de cicatrização geralmente ocorre na 3ª ou 4ª semana após a lesão. Nesse momento, a produção do colágeno pode se tornar maior que a degradação, gerando assim o queloide ou cicatriz hipertrófica”, explica a especialista.

O aparecimento do queloide não ocorre somente após cirurgias. Lesões sem causa aparente podem ser provocadas por doenças, como catapora e acne, ou queimaduras, injeções, picadas de insetos, tatuagens, piercings e furos na orelha. “Não existem locais específicos onde ele surge, mas são mais comuns nos braços, ombros, orelhas e rosto”, informa a médica.

Para quem já sabe ter antecedentes, é possível realizar alguns tratamentos preventivos logo após uma cirurgia ou lesão, como a utilização de faixas de compressão, lâminas de silicone e radioterapia no local. Em caso de queloides já existentes, é possível minimizá-los com corticoides (hormônios) injetáveis, terapia a laser ou remédios, como o interferon-alfa, 5-fluoruracil, bleomicina e Imiquimod, prescritos por especialista.

domingo, 21 de junho de 2015

Evolução da minha cicatriz

Como prometido, eu disse que postaria a evolução da minha quelóide ao longo dos meses depois da minha cirurgia plástica (ô arrependimento). Então, nos primeiros meses eu estava fazendo betaterapia e associando com a aplicação de Triancil, e até estava fazendo efeito, mas, depois dos 4  meses do pós cirúrgico ela começou a crescer de forma exagerada e hoje aos 8 meses depois ela já está quase do mesmo tamanho que antes, já que o corte é maior ela está um pouco maior.
 Mesmo assim continuo fazendo aplicação de triancil para evitar que ela chegue à uma forma muito exagerada.
1 mês de pós cirúrgico

4 meses de pós cirúrgico

7 meses de pós cirúrgico
Antes da cirurgia

É claro que esteticamente ela está bem mais"bonitinha" porque a antiga cicatriz tinhas esses gominhos que me incomodava bastante e também está um pouco mais clarinha, mas estou com esperança que vou conseguir estabilizá-la em um tamanho decente.

sábado, 6 de junho de 2015

Nova substância usada no tratamento de quelóides promete resultados superiores ao do uso de triancil

Uma nova substância vem sendo estudada no tratamento de cicatrizes hipertróficas e quelóides e vem causando verdadeiros milagres por quem está utilizando. É a substância chamada INTERFERON, vamos saber um pouco mais sobre ela?
O interferon é uma substância produzida normalmente pelo organismo humano e tem a função de atuar como mediador entre várias células que ajudam a nos defender de infecções causadas por vírus agressores (como o da gripe, por exemplo), inibindo ou interferindo com a multiplicação desses vírus. Os interferons também impedem o crescimento de certos tipos de células cancerosas, estimulando o nosso corpo a lutar com elas.
Um dos tipos de ação do interferon acontece quando ele estimula direta ou indiretamente vários mediadores da resposta imunológica. Nesse caso, a ação do interferon não é específica.
Ação antiproliferativa (ou antitumoral): o interferon faz com que as células tumorais diminuam ou interrompam seu crescimento e parem de se multiplicar (no caso de pacientes com neoplasias).
Aplicado 3 vezes na semana o uso de interferon apresentou resultados superiores ao da triancinolona, na prevenção da recorrência pós-operatória do quelóide. São, entretanto, de aplicação muito dolorosa, requerendo anestesia loco-regional, além do alto custo do medicamento.
O uso dos interferons nos quelóides tem sido estudado, apresentando resultados consistentes. Eles atuam ao reduzir a produção de colágeno tipo I, II, III e possivelmente IV. A utilização é intralesional, com administrações semanais de até 0,05 mg. Os estudos demonstraram reduções de até 50% nas dimensões lineares, com aplainamento das lesões elevadas. O efeito colateral mais freqüentemente reportado é a cefaléia (dor de cabeça).
Ocorrem alterações na epiderme e na derme.Os autores demonstraram diminuição significativa no número de feixes de colágeno e aumento na quantidade de mucina na derme e na epiderme.
Interferon só pode ser comprado e ministrado por um médico altamente capacitado, pois é uma substância perigosa e requer tratamento especial no seu manuseio e na forma de guardar, você nunca vai conseguir comprar numa farmácia,  mas se achou interessante procure seu dermatologista ou cirurgião para tirar quaisquer dúvidas.
Espero que meu post tenha sido útil,  um abraço e até a próxima.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Tipos de Cicatrizes

Sempre que ocorre uma lesão da pele ou qualquer outro tecido do corpo, acidental ou cirúrgico, haverá uma cicatriz, devido aos mecanismos próprios da cicatrização. Por isso, uma cicatriz é uma marca definitiva. No entanto, o que pode variar é a qualidade da cicatriz. Uma cicatriz de boa qualidade deve ser fina, plana, com coloração semelhante ao local em que está e bem posicionada, ou seja, ficando "escondida" ou quase imperceptível no convívio social.
Alem da preocupação com o resultado final de quem pretende fazer uma cirurgia plastica, a cicatrização da pele sempre é uma preocupação a mais. Afinal, a formação de uma cicatriz não agradável pode comprometer o resultado final da operação.
Existem basicamente dois tipos de cicatrizes patológicas (queloideshipertróficas) e outras classificadas como cicatrizes inestéticas (alargadas, deprimidas, discrômicas, alçapão, mistas,…).
Os dois tipos de cicatriz patológicas são com frequência confundidos pelos pacientes e também pelos médicos em geral, pois são muito parecidos na fase inicial.
As cicatrizes patológicas podem causar dor importante e/ou coceira tão intensa a ponto de interferir no convívio social da pessoa. Portanto, o tratamento desse tipo de cicatriz nao é um procedimento apenas estético.
Os outros tipos de cicatrizes que não chegam a ser patológicas, mas sim inestéticas (nao esteticas ou nao agradáveis – alargadas, discrômicas, retraidas, mistas, em alçapão,…) quase nao apresentam sintomas físicos, mas de certo modo interferem no convivio social da pessoa que de alguma forma apresenta algum preconceito em expor a aparencia daquela cicatriz.

CICATRIZ NORMAL

A cicatrizacao é um processo natural de cura de qualquer ferimento na pele decorrente de um acidente, cirurgia ou doenca, que deixa no final um sinal fisico chamado cicatriz.
Uma cicatriz aceita como agradavel, estetica ou normal, deve ser fina, sem relevo na pele, de coloracao semelhante a da pele local e, às vezes, torna-se quase imperceptível. Mas existe um periodo de evolucao onde a aparencia da cicatriz sofre alteracoes fisicas tipicas de cada fase.
Assim exitem aparencias nao agradáveis mas consideradas normais para a fase de amadurecimento.



Ação do tempo (Amadurecimento da cicatriz)

Geralmente, a cicatriz torna-se menos notável com o passar do tempo. Muitas cicatrizes, inicialmente inestéticas, tornam-se aceitáveis após um periodo variavel de três a 18 meses ou mais. Isso é um processo natural de evolucao da cicatriz.

CICATRIZES PATOLOGICAS E INESTETICAS

A pele jovem por comumente produzir colágeno de forma mais acelerada que sua degradação tende a determinar uma cicatriz evidente (queloide ou cicatriz hipertrófica) isto é, maiores, mais elevada e espessa do que aquela que ocorre na pele de pessoas idosas. Quando a quantidade de colágeno depositada na cicatriz é menor do que devia, a cicatriz final pode aparecer deprimida, ou atrófica, em relação à pele ao redor. Essas cicatrizes sao em parte devido a fatores individuais da paciente como no queloide, mas na maioria sao decorrentes da tecnica cirurgica aplicada durante a cirurgia.

Quelóide

É uma cicatriz espessa e elevada. Essa cicatriz em alto-relevo, geralmente, é limitada à pele, embora se estenda para os lados em relação ao ponto, ferimento ou incisão cirúrgica de origem. Devido ao fato de crescer e invadir pele vizinha, o quelóide é considerado por pesquisadores como um tumor benigno cicatricial. O quelóide ocorre na pele, e é um distúrbio que somente existe em humano.

Cicatrizes Hipertróficas

É uma cicatriz elevada decorrente de uma resposta exagerada da pele a uma intervenção cirúrgica ou ferimento, cicatriz essa que não ultrapassa os limites ou a extensão da incisão ou ferimento inicial. Apresenta tendência à regressão; distingue-se, assim, do quelóide, que geralmente estende-se espacialmente em relação ao tamanho original da incisão cirúrgica ou ferimento. Entretanto, é usualmente confundida com o quelóide; por isso, a cicatriz hipertrófica é também conhecida como "pseudoquelóide" ou queloide falso ou nao verdadero. A freqüência de cicatriz hipertrófica é maior que de quelóide.



Cicatriz nasal hipertrófica
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Cicatriz por Quelóide

Cicatriz Atrófica

Cicatriz mais profunda (afundada) que o relevo da pele ao redor (figuras 3 e 4). Pode ser causada por cicatrização em pele muito fina (como de pessoa idosa), em sutura ou ferimento que evoluiu com tração nas margens ou infecção; também pode decorrer em pessoas com distúrbios de cicatrização decorrente de diabete ou qualquer outra doença metabólica, pessoas com carências nutricionais ou em regiões corporais com alterações neurológicas sensitivas como, por exemplo, as decorrentes de paraplegia por lesão medular



Cicatriz atrófica de plástica no abdómen
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Cicatriz Discrômica

Cicatriz mais escura ou clara que a pele ao redor ; pode resultar, mais comumente, em pessoas com cor de pele parda (mulatos), em cicatrizes que ficaram submetidas precocemente aos raios ultra-violetas do sol, ou em cicatrizes tratadas previamente com determinados fármacos, como ácidos e corticoids ou pela tecnica cirurgica aplicada pelo cirurgiao. (ver exemplo abaixo)

Cicatriz Mista

Cicatriz que intercala em seu trajeto mais de um tipo cicatricial pode resultar da associação de um ou mais dos tipos de cicatrizes acima citados, ou inclusive, em combinação com uma cicatriz patológica, como o quelóide ou cicatriz hipertrófica, ou até ambas simultaneamente.



Colocar um circulo cobrindo o mamilo da paciente
Cicatriz mista com áreas discrômica, alargada e hipertrófica


FATORES QUE INFLUENCIAM NA CICATRIZ

O aspecto da cicatriz depende de varios outros fatores como a localização no corpo, sentido da cicatriz em relacao a linhas naturais da pele, comprimento, largura, profundidade, formato da cicatriz, caracteristicas geneticas de cada individuo. Por exemplo, pacientes com cor de pele escura ou de origem oriental apresentam, probabilisticamente, maior risco de desenvolver cicatrizes discromicas e/ou hipertróficas e, em contrapartida, pacientes idosos possuem maior chance de terem cicatrizes finas e mais estéticas.

Técnica cirúrgica

A qualidade de uma cicatriz é determinada pelos fatores geneticos, fatores da lesao (localizacao, sentido,….) e tambem pela técnica cirurgica empregada pelo cirurgiao. Desde o momento da incisao ate o fechamento da ferida cirurgica existe uma série de fatores que influirão sobre o resultado estético, o tratamento e o prognóstico da cicatriz.

Cuidados pós-cirúrgicos

O processo de cicatrização da pele leva vários meses para definir o aspecto final da cicatriz, mas durante esse processo podemos atuar para que o resultado final seja o melhor possível.