terça-feira, 23 de junho de 2015

Acelerador linear em campos diretos - Mais uma ferramenta no auxílio no tratamento de quelóides

Os queloides foram descritos pela primeira vez em 1806 como um "crescimento em forma semelhante a projeção de galhos, que se pareciam com as pinças de um caranguejo". Daí surgiu o termo keloid, do grego khele, uma pinça do caranguejo. Conceitua-se queloide como uma cicatriz anormal, elevada, de forma irregular, que se estende além da incisão ou lesão da pele devido ao acumulo excessivo de colágeno na derme durante o processo de reparação do tecido conjuntivo. 

Podendo ser causado por várias ações, como cirurgias, lacerações, tatuagens, queimaduras, injeções, mordidas, vacinas, uso de piercing, dermatoses, trauma induzido ou até causa espontânea, os queloides são de difícil remoção – e, quando tratados com apenas uma cirurgia de remoção, por exemplo, existe uma grande chance de eles voltarem. 

Uma das novas soluções que surgem para auxiliar no tratamento dos queloides é a utilização do acelerador linear em campos diretos com finalidade adjuvante, que deve ser utilizado após a cirurgia de retirada de queloide, trazendo um resultado mais efetivo para o paciente. 

Os elétrons de alta energia tem sido usados em radioterapia desde o início da década de 50 do século XX. Na década de 70, aceleradores lineares de alta energia, tendo fótons de várias energias de elétrons, se tornaram cada vez mais disponíveis para o uso clínico. O avanço no desenvolvimento dessas máquinas foi imediato, em grande parte pela experiência clínica em muitos centros, e mostrou que, em algumas situações, não há tratamento alternativo para a terapia com feixe de elétrons. 

O ideal é começar o tratamento com o acelerador linear logo após a cirurgia de retirada do queloide. Esse é um problema de difícil tratamento e cura, porém, os resultados envolvendo a cirurgia e o acelerador foram considerados extremamente satisfatórios, tanto para os médicos que estudam cada vez mais formas de tratar esse mal, como os pacientes, que pretendem ‘se livrar’ dos queloides.

Na maioria dos casos, os pacientes com queloides relatam uma piora na qualidade de vida, que desencadeia isolamento social, dificuldade para frequentar locais públicos, para estudar ou trabalhar, assim como a suspeita de se tratar de tumores malignos ou lesões contagiosas – tanto por eles quanto pelas pessoas próximas. 

Sabe-se que esse é um problema conhecido há muitos séculos, mas que ainda não existe uma solução definitiva para a sua solução, apesar da existência de diversas modalidades terapêuticas e diversos estudos na área. Porém, o acelerador linear promove um bom resultado final e é feito em sessões pouco demoradas. Mas vale lembrar que é um tratamento que não funciona isoladamente – ele precisa ser feito junto com a retirada cirúrgica do queloide.

Mulheres tem 2 vezes mais chances de desenvolver quelóides

Depois de cirurgias ou cortes profundos, o processo de cicatrização pode ser afetado pelo aparecimento do queloide. A cesárea e a abdominoplastia são os procedimentos que mais formam esse tipo de cicatriz, pois são executadas por mulheres, grupo mais afetado pelo problema.

Embora não represente riscos à saúde,
as cicatrizes hipertróficas são esteticamente incômodas e, em casos graves, podem causar limitação da mobilidade nas áreas afetadas. A dermatologista Valéria Campos, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e pós-graduada em Dermatologia e Laser pela Harvard Medical School, reconhece um queloide quando vê um inchaço endurecido, róseo, com coceira e às vezes doloroso.

Ele é caracterizado pela hiperprodução de colágeno e a hiperproliferação de fibroblastos na derme, gerando crescimento excessivo dos tecidos de cicatrização. Em condições normais, o fibroblasto secreta uma enzima que destrói o colágeno, chamada colagenase. Ela é responsável por manter o balanço entre composição e degradação do tecido, regulando o tamanho da cicatriz. “O período crítico do processo de cicatrização geralmente ocorre na 3ª ou 4ª semana após a lesão. Nesse momento, a produção do colágeno pode se tornar maior que a degradação, gerando assim o queloide ou cicatriz hipertrófica”, explica a especialista.

O aparecimento do queloide não ocorre somente após cirurgias. Lesões sem causa aparente podem ser provocadas por doenças, como catapora e acne, ou queimaduras, injeções, picadas de insetos, tatuagens, piercings e furos na orelha. “Não existem locais específicos onde ele surge, mas são mais comuns nos braços, ombros, orelhas e rosto”, informa a médica.

Para quem já sabe ter antecedentes, é possível realizar alguns tratamentos preventivos logo após uma cirurgia ou lesão, como a utilização de faixas de compressão, lâminas de silicone e radioterapia no local. Em caso de queloides já existentes, é possível minimizá-los com corticoides (hormônios) injetáveis, terapia a laser ou remédios, como o interferon-alfa, 5-fluoruracil, bleomicina e Imiquimod, prescritos por especialista.

domingo, 21 de junho de 2015

Evolução da minha cicatriz

Como prometido, eu disse que postaria a evolução da minha quelóide ao longo dos meses depois da minha cirurgia plástica (ô arrependimento). Então, nos primeiros meses eu estava fazendo betaterapia e associando com a aplicação de Triancil, e até estava fazendo efeito, mas, depois dos 4  meses do pós cirúrgico ela começou a crescer de forma exagerada e hoje aos 8 meses depois ela já está quase do mesmo tamanho que antes, já que o corte é maior ela está um pouco maior.
 Mesmo assim continuo fazendo aplicação de triancil para evitar que ela chegue à uma forma muito exagerada.
1 mês de pós cirúrgico

4 meses de pós cirúrgico

7 meses de pós cirúrgico
Antes da cirurgia

É claro que esteticamente ela está bem mais"bonitinha" porque a antiga cicatriz tinhas esses gominhos que me incomodava bastante e também está um pouco mais clarinha, mas estou com esperança que vou conseguir estabilizá-la em um tamanho decente.

sábado, 6 de junho de 2015

Nova substância usada no tratamento de quelóides promete resultados superiores ao do uso de triancil

Uma nova substância vem sendo estudada no tratamento de cicatrizes hipertróficas e quelóides e vem causando verdadeiros milagres por quem está utilizando. É a substância chamada INTERFERON, vamos saber um pouco mais sobre ela?
O interferon é uma substância produzida normalmente pelo organismo humano e tem a função de atuar como mediador entre várias células que ajudam a nos defender de infecções causadas por vírus agressores (como o da gripe, por exemplo), inibindo ou interferindo com a multiplicação desses vírus. Os interferons também impedem o crescimento de certos tipos de células cancerosas, estimulando o nosso corpo a lutar com elas.
Um dos tipos de ação do interferon acontece quando ele estimula direta ou indiretamente vários mediadores da resposta imunológica. Nesse caso, a ação do interferon não é específica.
Ação antiproliferativa (ou antitumoral): o interferon faz com que as células tumorais diminuam ou interrompam seu crescimento e parem de se multiplicar (no caso de pacientes com neoplasias).
Aplicado 3 vezes na semana o uso de interferon apresentou resultados superiores ao da triancinolona, na prevenção da recorrência pós-operatória do quelóide. São, entretanto, de aplicação muito dolorosa, requerendo anestesia loco-regional, além do alto custo do medicamento.
O uso dos interferons nos quelóides tem sido estudado, apresentando resultados consistentes. Eles atuam ao reduzir a produção de colágeno tipo I, II, III e possivelmente IV. A utilização é intralesional, com administrações semanais de até 0,05 mg. Os estudos demonstraram reduções de até 50% nas dimensões lineares, com aplainamento das lesões elevadas. O efeito colateral mais freqüentemente reportado é a cefaléia (dor de cabeça).
Ocorrem alterações na epiderme e na derme.Os autores demonstraram diminuição significativa no número de feixes de colágeno e aumento na quantidade de mucina na derme e na epiderme.
Interferon só pode ser comprado e ministrado por um médico altamente capacitado, pois é uma substância perigosa e requer tratamento especial no seu manuseio e na forma de guardar, você nunca vai conseguir comprar numa farmácia,  mas se achou interessante procure seu dermatologista ou cirurgião para tirar quaisquer dúvidas.
Espero que meu post tenha sido útil,  um abraço e até a próxima.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Tipos de Cicatrizes

Sempre que ocorre uma lesão da pele ou qualquer outro tecido do corpo, acidental ou cirúrgico, haverá uma cicatriz, devido aos mecanismos próprios da cicatrização. Por isso, uma cicatriz é uma marca definitiva. No entanto, o que pode variar é a qualidade da cicatriz. Uma cicatriz de boa qualidade deve ser fina, plana, com coloração semelhante ao local em que está e bem posicionada, ou seja, ficando "escondida" ou quase imperceptível no convívio social.
Alem da preocupação com o resultado final de quem pretende fazer uma cirurgia plastica, a cicatrização da pele sempre é uma preocupação a mais. Afinal, a formação de uma cicatriz não agradável pode comprometer o resultado final da operação.
Existem basicamente dois tipos de cicatrizes patológicas (queloideshipertróficas) e outras classificadas como cicatrizes inestéticas (alargadas, deprimidas, discrômicas, alçapão, mistas,…).
Os dois tipos de cicatriz patológicas são com frequência confundidos pelos pacientes e também pelos médicos em geral, pois são muito parecidos na fase inicial.
As cicatrizes patológicas podem causar dor importante e/ou coceira tão intensa a ponto de interferir no convívio social da pessoa. Portanto, o tratamento desse tipo de cicatriz nao é um procedimento apenas estético.
Os outros tipos de cicatrizes que não chegam a ser patológicas, mas sim inestéticas (nao esteticas ou nao agradáveis – alargadas, discrômicas, retraidas, mistas, em alçapão,…) quase nao apresentam sintomas físicos, mas de certo modo interferem no convivio social da pessoa que de alguma forma apresenta algum preconceito em expor a aparencia daquela cicatriz.

CICATRIZ NORMAL

A cicatrizacao é um processo natural de cura de qualquer ferimento na pele decorrente de um acidente, cirurgia ou doenca, que deixa no final um sinal fisico chamado cicatriz.
Uma cicatriz aceita como agradavel, estetica ou normal, deve ser fina, sem relevo na pele, de coloracao semelhante a da pele local e, às vezes, torna-se quase imperceptível. Mas existe um periodo de evolucao onde a aparencia da cicatriz sofre alteracoes fisicas tipicas de cada fase.
Assim exitem aparencias nao agradáveis mas consideradas normais para a fase de amadurecimento.



Ação do tempo (Amadurecimento da cicatriz)

Geralmente, a cicatriz torna-se menos notável com o passar do tempo. Muitas cicatrizes, inicialmente inestéticas, tornam-se aceitáveis após um periodo variavel de três a 18 meses ou mais. Isso é um processo natural de evolucao da cicatriz.

CICATRIZES PATOLOGICAS E INESTETICAS

A pele jovem por comumente produzir colágeno de forma mais acelerada que sua degradação tende a determinar uma cicatriz evidente (queloide ou cicatriz hipertrófica) isto é, maiores, mais elevada e espessa do que aquela que ocorre na pele de pessoas idosas. Quando a quantidade de colágeno depositada na cicatriz é menor do que devia, a cicatriz final pode aparecer deprimida, ou atrófica, em relação à pele ao redor. Essas cicatrizes sao em parte devido a fatores individuais da paciente como no queloide, mas na maioria sao decorrentes da tecnica cirurgica aplicada durante a cirurgia.

Quelóide

É uma cicatriz espessa e elevada. Essa cicatriz em alto-relevo, geralmente, é limitada à pele, embora se estenda para os lados em relação ao ponto, ferimento ou incisão cirúrgica de origem. Devido ao fato de crescer e invadir pele vizinha, o quelóide é considerado por pesquisadores como um tumor benigno cicatricial. O quelóide ocorre na pele, e é um distúrbio que somente existe em humano.

Cicatrizes Hipertróficas

É uma cicatriz elevada decorrente de uma resposta exagerada da pele a uma intervenção cirúrgica ou ferimento, cicatriz essa que não ultrapassa os limites ou a extensão da incisão ou ferimento inicial. Apresenta tendência à regressão; distingue-se, assim, do quelóide, que geralmente estende-se espacialmente em relação ao tamanho original da incisão cirúrgica ou ferimento. Entretanto, é usualmente confundida com o quelóide; por isso, a cicatriz hipertrófica é também conhecida como "pseudoquelóide" ou queloide falso ou nao verdadero. A freqüência de cicatriz hipertrófica é maior que de quelóide.



Cicatriz nasal hipertrófica
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Cicatriz por Quelóide

Cicatriz Atrófica

Cicatriz mais profunda (afundada) que o relevo da pele ao redor (figuras 3 e 4). Pode ser causada por cicatrização em pele muito fina (como de pessoa idosa), em sutura ou ferimento que evoluiu com tração nas margens ou infecção; também pode decorrer em pessoas com distúrbios de cicatrização decorrente de diabete ou qualquer outra doença metabólica, pessoas com carências nutricionais ou em regiões corporais com alterações neurológicas sensitivas como, por exemplo, as decorrentes de paraplegia por lesão medular



Cicatriz atrófica de plástica no abdómen
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Cicatriz Discrômica

Cicatriz mais escura ou clara que a pele ao redor ; pode resultar, mais comumente, em pessoas com cor de pele parda (mulatos), em cicatrizes que ficaram submetidas precocemente aos raios ultra-violetas do sol, ou em cicatrizes tratadas previamente com determinados fármacos, como ácidos e corticoids ou pela tecnica cirurgica aplicada pelo cirurgiao. (ver exemplo abaixo)

Cicatriz Mista

Cicatriz que intercala em seu trajeto mais de um tipo cicatricial pode resultar da associação de um ou mais dos tipos de cicatrizes acima citados, ou inclusive, em combinação com uma cicatriz patológica, como o quelóide ou cicatriz hipertrófica, ou até ambas simultaneamente.



Colocar um circulo cobrindo o mamilo da paciente
Cicatriz mista com áreas discrômica, alargada e hipertrófica


FATORES QUE INFLUENCIAM NA CICATRIZ

O aspecto da cicatriz depende de varios outros fatores como a localização no corpo, sentido da cicatriz em relacao a linhas naturais da pele, comprimento, largura, profundidade, formato da cicatriz, caracteristicas geneticas de cada individuo. Por exemplo, pacientes com cor de pele escura ou de origem oriental apresentam, probabilisticamente, maior risco de desenvolver cicatrizes discromicas e/ou hipertróficas e, em contrapartida, pacientes idosos possuem maior chance de terem cicatrizes finas e mais estéticas.

Técnica cirúrgica

A qualidade de uma cicatriz é determinada pelos fatores geneticos, fatores da lesao (localizacao, sentido,….) e tambem pela técnica cirurgica empregada pelo cirurgiao. Desde o momento da incisao ate o fechamento da ferida cirurgica existe uma série de fatores que influirão sobre o resultado estético, o tratamento e o prognóstico da cicatriz.

Cuidados pós-cirúrgicos

O processo de cicatrização da pele leva vários meses para definir o aspecto final da cicatriz, mas durante esse processo podemos atuar para que o resultado final seja o melhor possível.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Nova terapia contra quelóide

A cicatrização normal gera uma marca quase imperceptível no local em que ocorreu a lesão ou a sutura cirúrgica. Essa é a regra. Entre a mais famosa das exceções, está o queloide, problema menos comum e mais complicado do que o imaginado. Muitas pessoas confundem uma cicatriz um pouco mais alta ou larga com um queloide, mas não conseguem perceber a amplitude do problema quando realmente diagnosticado. Ele tem o aspecto endurecido devido à hipercicatrização, que gera o acúmulo de fibras e colágeno esteticamente desfavorável e, muitas vezes, incômodo. Além disso, não há garantia de solução com os tratamentos disponíveis.
Radioterapia, injeções de corticoide, betaterapia (uso de raios beta), laser e cremes siliconados revezam-se entre as melhores opções. Porém, talvez venha das mãos de cientistas do Hospital Henry Ford, em Detroit, nos Estados Unidos, a melhor solução: eles propõem uma terapia genética para o tratamento definitivo do problema. Os pesquisadores identificaram que o gene AHNAK pode oferecer uma melhor compreensão sobre como os queloides se desenvolvem.

Não só isso, a equipe liderada por Lamont Jones, vice-presidente do Departamento de Cirurgia Pescoço, Cabeça e Otorrinolaringologia do hospital, é a primeira a demonstrar que a alteração nesse gene pode ter um papel significativo no desenvolvimento biológico ou não do queloide. “Temos agora uma melhor compreensão de como esse gene se encaixa no quadro mais amplo do processo de cicatrização de feridas, o que pode ser importante na prevenção de cicatrizes em geral”, garante Jones.

O queloide forma áreas de pele levantadas e firmes. É mais frequente no peito, nos ombros, nas orelhas (após furar a orelha), nos braços e no rosto. Ao contrário das cicatrizes regulares, não diminui ao longo do tempo e, muitas vezes, se estende para fora do local da ferida. Uma combinação de tratamentos pode ser utilizada, dependendo do indivíduo; mas entre 50% e 100% das vezes volta após o tratamento.

“Essa descoberta é uma grande promessa para a melhor compreensão de como os queloides funcionam, além de oferecer um alvo em potencial para tratamentos mais eficazes e inovadores”, resume Jones. O trabalho foi apresentado, neste ano, no Encontro de Seções Triológicas Combinadas, em San Diego (EUA).

Adesão celular
Do AHNAK é transcrita uma proteína localizada na membrana celular de células epiteliais e no núcleo e no citoplasma de outros tipos de células, como os fibroblastos. Estudos anteriores levantaram a possibilidade de esse gene contribuir para a adesão entre as células, mas, para seu estudo, Jones o investigou como um potencial biomarcador de queloides. Ele e a equipe examinaram amostras de tecido fresco queloidal e normal para a expressão do gene. Três das cinco amostras de queloide apresentaram uma grande redução na expressão do gene quando comparadas às normais.

A expressão do AHNAK foi consistente com a metilação, um processo que permite aos investigadores procurar anormalidades genéticas dentro de amostras tumorais. “Identificar esse gene dessa forma coloca a nossa investigação um passo mais perto de sair do balcão de laboratório para as mesas de cabeceira dos pacientes”, aposta Jones.

Segundo Murilo Drummond, professor titular do Instituto de Pós-Graduação Carlos Chagas e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, é preciso ter muita calma com as perspectivas do estudo. A terapia genética ainda não é uma realidade da clínica médica dermatológica, ressalta ele. “No momento, não aplicamos isso, pois consideramos ainda em fase anterior de investigação.”

Ele explica que o queloide é uma forma anormal de cicatrização com uma predisposição genética. Costuma ser mais com comum na raça negra, mas pode acometer todas as pessoas. “Desde criança, com facilidade, se percebe (o problema) até mesmo em uma picada de inseto, um machucado. É importante saber se a pessoa tem essa predisposição.” Drummond ressalta que, identificada a tendência, se no futuro a pessoa precisar fazer uma cirurgia maior, ela poderá tomar algumas providências para evitar o problema.

Machucado selado
Contribuem efetivamente para o processo de cicatrização de ferimentos. São ativados por mediadores químicos de cicatrização, se deslocam até a região ferida da pele e ficam hipertrofiados (excessivamente desenvolvidos). Assim, produzem enorme quantidade de fibras e substância amorfa. Em pouco tempo, a lesão é envolta por uma rede de fibroblastos e pequenos vasos sanguíneos. Os fibroblastos grandes passam, então, a se contrair facilmente, o que sela a lesão.

Risco de confusão
Mesmo sendo um problema de certa forma comum, o queloide é objeto de confusão entre os pacientes e até mesmo os médicos. Em muitos casos, a marca em destaque não se trata do problema, mas de uma cicatriz hipertrófica. “Nela, a pessoa se machuca e fica uma cicatriz feia. Ela, porém, é molinha, possível de mexer. Não tem esse aspecto de madeira que tem o queloide”, diferencia o dermatologista Murilo Drummond.

A cirurgia é uma opção viável para a cicatriz hipertrófica quando outros tratamentos tópicos não surtem efeito. Segundo a cirurgiã membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Andrea Yuan, o resultado, nesse caso, é muito melhor. A cirurgia plástica para o queloide é o último recurso. “Ainda assim, é comum chegar a esse ponto, especialmente se for grande. O queloide aparece muito no ombro, na região torácica e na face. Então, tende a ficar muito visível e incomodar.”

Segundo Yuan, há casos que não são resolvidos nem com cirurgia. “Às vezes, a cicatriz que deixamos para retirar o queloide pode ficar maior que a anterior e ainda pode voltar a aparecer o problema nessa segunda cicatriz”, explica. A cirurgiã conta que, para evitar esse problema, se recomenda preparar a prevenção antes mesmo da cirurgia. “Acabou o procedimento já pode começar a radioterapia e as injeções de corticoide na cicatriz”, diz.

Terapias diversas

“A grande questão está em identificar se é uma cicatriz queloidiana ou hipertrófica. A última não tem o fator genético. Na primeira, há um aumento da produção de fibras durante a cicatrização, que ultrapassa o limite da ferida. Existem formas de prevenir ou mesmo, se já existe o queloide, regredir a situação. Pode ser colocada, fita de silicone ou de corticoide, que inibem o processo inflamatório.



sábado, 18 de abril de 2015

Muco de caracol no tratamento de quelóides

Com a evolução da medicina e das tecnologias o homem vem se mostrando que é capaz de superar limites e para a alegria de quem vive o drama de ter quelóides, estudos indicam que o muco de certas espécies de caracóis vem auxiliando no tratamento das quelóides.
Os cremes à base do muco são os queridinhos das celebridades internacionais,  pois tem efeito "milagroso" de tratar também as rugas quem vem com a idade.

Para comprovar a veracidade dos fatos,  alunos da faculdade de Medicina veterinária da USP fizeram testes em camundongos para comprovar a tese.
Os caracóis terrestres são animais capazes de produzir através de glândulas localizadas em toda superfície do seu corpo, uma secreção glicoproteica denominada muco, que dentre outras funções, apresenta poder antibacteriano, que pode auxiliar nos processos de reparação de feridas de origens diversas.Foram utilizadas 2 espécies de caracóis e uma ração contendo uma substância chamada Symphytum officinale). Ao final da experiência notou-se os camundongos alimentados com essa ração e associada com o muco dos caracóis teve excelentes resultados se for comparar ao grupo que só comeu a ração especial.
Mas a prática,  as empresas que vendem os cremes à base do muco,  ainda não tiveram comprovações nas quelóides humanas,  mas garantem que auxilia no tratamento. Minha dica é: Se não servir para tratar a quelóide, pelo menos você vai ficar com a pele das estrelas de Hollywood.